quinta-feira, 27 de agosto de 2009

ATENÇÃO



Caros leitores,como deixei bem claro no início este blog tem uma agenda própria prè-definida com vários artigos já sendo preparados para publicação,sendo que estes por si só responderão á vários questionamentos a respeito de Deus e da Bíblia,creio que deixei claro na última postagem,que quem publica aqui não é um imbecil avesso ao estudo, ao contrário é alguém familiarizado com o mesmo. De qualquer forma para provar que a Bíblia derruba várias das alegações propostas pelo ATEÍSMO-MILITANTE-FUNDAMENTALISTA(ver postagens Homem-Bomba 1,2,para o perfil dos mesmos),anteciparei ,(tão logo retorne de viagem) a abordagem da EXTREMA relação da Bíblia com as descobertas da cosmologia moderna,onde descobertas recentes dos cientistas,já figuravam nas Escrituras. E após isso seguirei minha agenda onde várias dúvidas serão dissipadas,é claro que o serão para os céticos, já os ateus-militantes-fundamentalistas,vão sempre divagar em sua filosofia, não obstante como demonstrei anteriormente,serem mais carentes de lógica,segundo a ciência moderna, do que qualquer supersticioso.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

EU CREIO,LOGO,PENSO


Prezado leitor,peço licença para abrir um parênteses em minhas postagens para apresentar a vocês um pouco de minha característica pessoal,a qual creio ser importante tornar conhecida dos leitores aos quais eu direciono as postagens com a alegação de quem as escreve não o faz por um conceito religioso ou para defender esta ou aquela religião; ao contrário considera a maioria das religiões estabelecidas como responsáveis em grande parte pela confusão que muitos fazem em relação á Bíblia e a existência de Deus.

O objetivo em apresentar-lhes um breve perfil pessoal é certificar-lhes que embora como já tenha dito antes,não vejo a fé objeto de discussão com o descrente uma vez que se este não a recebeu,tem todo o direito de não aceitá-la e recusar qualquer de nossas explanações. No entanto faço questão de mostrar-lhes,que não vejo a fé como algo separado da razão e da inteligência e é exatamente pela minha razão e inteligência que considero a Bíblia e a existência de Deus como mais lógicos e racionais que a visão do ateísmo-materialista-fundamentalista.

1) Há cerca de 10 anos não freqüento nenhuma reunião assim chamada “religiosa” ;não tendo portanto nenhuma “obrigação” por defender esta ou aquela doutrina,ou por manter alguma aparência de cristão.

2) Como conseqüência disso não preciso ter a fé como algo necessário para qualquer tipo de relacionamento com qualquer grupo de pessoas,e por dedução não obtenho nenhuma vantagem pessoal com meu posicionamento.

3) Deixando de lado o aspecto sobrenatural da fé( a existência de Deus pressupõe este aspecto,pois O mesmo existe antes de haver tempo e espaço; os cientistas da atualidade reconhecem que o Big- Bang indica um ínicio para o universo antes do tempo e espaço,e portanto compatível com um Criador),na esfera da intelectualidade entendo a existência de Deus e a veracidade Bíblia superior em lógica e racionalidade á filosofia ateísta.

4) Como apoio a opinião acima, tenho vários cientistas que ainda que sejam céticos e ou ateus declarados,reconhecem que a explicação para a existência deste universo, com seus parâmetros tão ajustados para a vida,é que estamos olhando para um milagre. Uma das maiores mentes científicas dos últimos tempos, o cientista prêmio Nobel,Sir Fred Hoyle,ateu declarado, considera a Teoria da Evolução( a bíblia do ateísmo),tão estapafúrdia que escreveu um livro defendendo que a vida foi trazida á Terra por ET”S.

5) O maior cientista de todos os tempos Isaac Newton(apontado pelos próprios) creu em Deus e na Bíblia.

6) Leio tudo que me é possível escrito por ateus,céticos e agnósticos,não só a respeito do tema,como sobre cultura em geral,mostrando que não sou um alienado imbecil que crê em Deus e na Bíblia porque não tem outra opção. Só para constar segue um pouco do que li no espaço de um ano: Deus,um delírio, O relojoeiro cego- Dawkins(ateu), O que Jesus disse o que Jesus não disse – Bart( se não ateu,com certeza cético), A Vida de Jesus- Rennan(cético), A Biografia de Deus- Milles(se não ateu,cético com certeza),Eclipse de Deus- Bubber( cético ou ateu). Fica claro que não fujo a opiniões contrárias.

7) Não tenho a posição retógrada e fundamentalista de TODO ateu-militante de antecipadamente estar decidido a não mudar de opinião,dando á clara impressão a quem debate com eles que a morte lhes seria preferível a terem de aceitar algo diferente de sua filosofia. Entendi pelo estudo apurado da cosmologia moderna,com a teoria majoritária da expansão do universo, a implicação do conceito espaço-tempo segundo a teoria da relatividade de Einstein,que a idéia de um universo de bilhões de anos,ao invés de contradizer a Bíblia,é um dos pontos da ciência que mais a apóia;razão pela qual muitos cientistas atuais rangem os dentes por terem de aceitar a expansão do universo( Explicarei melhor este ponto em postagem a ser publicada).

8) De acordo com cálculos de probabilidade de Fred Hoyle,e Chandra Wickramasinghe ,ambos prêmio Nobel, bilhões de anos ainda é um período curtíssimo para satisfazer a ideía da teoria da evolução,segundo eles a possibilidade de proteínas funcionais necessárias á vida se formar em um mesmo lugar por eventos aleatórios,é de 1: 10( elevado a potência 40.000) um valor muito além da esfera de possibilidades finitas.

9) Freeman Dyson,físico de Princeton disse: “ Quanto mais examino o universo e os detalhes de sua arquitetura,mais evidências encontro de que o universo de algum modo deve ter sabido que estávamos chegando.”

10) O ateu admite a observação de comportamentos que podem ser expressos nas leis ordenadas e previsíveis da natureza e não nas leis aleatórias da natureza, o que levanta a questão: Por que estas leis ordenadas da natureza existem,por que não o caos? Quem crê na Bíblia tem uma explicação sobrenatural. O ateu não. Para eles a natureza faz o papel de Deus,e a natureza não explica isso.

11) Stephen Hawking cita a razão crítica entre as massas do próton e elétron como um dos muitos números fundamentais na natureza. E acrescenta: “ O fato extraordinário é que os valores desses números parecem ter sido precisamente ajustados para tornar o desenvolvimento da vida possível.”

12) Os cálculos do colega de Hawking, Roger Penrose,mostram que o estado inicial altamente ordenado(baixa entropia) do universo não é algo que poderia ter acontecido pela mais remota casualidade.

13) Várias outras opiniões de outros renomados cientistas como esses,ah não custa lembrar todos estes aqui citados são ateus,poderiam ser acrescentadas a estas. Ora,eu não preciso ganhar um prêmio Nobel para ter a inteligência necessária de perceber que ateus dos mais inteligentes do mundo,em suas declarações,só não aceitam a existência de Deus( e o universo como é visto pela ciência hoje,está relatado na Bíblia em vários trechos:Postarei a respeito), porque não querem. Portanto , só uma pessoa irracional, orgulhosa e fundamentalista,não irá admitir(ainda que não creia) que alguém que crê em Deus e na Bíblia pode fazê-lo usando a inteligência e a lógica. Vou parar no treze,não porque seja supersticioso mas porque teria de escrever muito ainda,tanto faz se levanto com o pé esquerdo ou direito. Pra mim o mais lógico e racional é acreditar em Deus(e na Bíblia).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

AOS QUE ACHAM QUE SABEM



O objetivo desse artigo é apresentar para o leitor a visão de uma dicotomia evidenciada por um debate que perdura há muito tempo. Buscarei desde o início oferecer áqueles que crêem em Deus e na Bíblia mas não consideram sua fé incompatível com a ciência ,um pensamento que busca a verdade ou onde podemos chegar mais próximos dela,rejeitando todo preconceito seja religioso ou materialista ateísta. Minha proposta é muito simples,ou seja,levar ao conhecimento dos leitores que é perfeitamente coerente uma posição pela convergência entre a ciência,a história e a Bíblia.Escritos de especialistas nos diversos ramos da ciência e da história há muito tempo, expõem e questionam as inconsistências do pensamento ateu.

Conforme bem definiu Stephen C. Meyer,,a respeito da Teoria da Evolução,(a mola mestra do ateísmo) a questão histórica a ser levantada sobre as origens da biologia não é qual o cenário materialista provará ser mais adequado,mas sim como a vida conforme a conhecemos realmente apareceu na Terra. Segundo o biólogo, uma proposta lógica de resposta para esta questão é que a vida foi projetada por um Agente Inteligente que existiu antes do advento dos humanos. Em sua opinião seria uma estultícia excluir a hipótese de um Criador sem se considerar todas as exigências de explicação que a mesma requer. Uma exclusão de um design e propósito para o universo,por conseqüência diminuiria a racionalidade de uma pesquisa sobre as origens. Colocar o materialismo como padrão para se definir a cientificidade de uma proposição,é cair em um circulo vicioso danoso para a obtenção da verdade. Não se pode questionar o aspecto científico do design,através da alegação de que seus defensores acreditam de alguma forma em um Deus Criador,e portanto sobrenatural,deixando de avaliar as proposições científicas dos mesmos. O grande consenso na cosmologia atual sobre a expansão do universo,pressupôe um início para o mesmo,portanto algo ocorrido antes de haver tempo ou espaço,portanto sobrenatural. A posição de Meyer define bem o critério que deve ser usado para se julgar as propostas de ambas as partes neste debate, qual seja,o critério científico. O fato de que os cientistas a favor de uma Criação Inteligente aceitam a existência de um Criador que não pode ser explicado pela ciência convencional,não nos dispensa de avaliarmos as evidências por eles apresentadas com base nas leis da física,química, e biologia,que conhecemos. Caso contrário,seria como dizer que Richard Dawkins não pode escrever sobre as origens da vida segundo a teoria da evolução, a qual descarta a existência de um Agente Inteligente,por ser ele ateu e portanto tendo por pressuposição o surgimento da vida por processos naturais. Não pode haver um peso e duas medidas. Se os materialistas que excluem a possibilidade de um Criador podem argumentar contra esta idéia,por que os defensores da Bíblia e de Deus não podem argumentar contra o materilaismo pelo fato de acreditarem na possibilidade do criador? A ciência é porventura propriedade dos ateus. È evidente que nossos posicionamentos são um resultado da maneira que pensamos,portanto o que deve ser avaliado é a validade ou não de nossos argumentos;o julgamento e a comparação destes com suas antíteses devem ser os verdadeiros subsídios para qualquer conclusão,de outra forma caímos num preconceito ideológico que só traz prejuízo para a obtenção da verdade.

O editor da revista “Scientific American” captou muito bem esta presunção dos evolucionistas de proprietários da verdade quando escreveu em “ O Fim da Ciência”: “O que pode fazer um jovem e ambicioso biólogo para deixar a sua marca na era pós-Darwin e pós DNA? Uma alternativa é tornar-se mais darwiniano do que Darwin,aceitando a teoria darwiniana como uma compreensão superior da natureza,impossível de ser superada. Esse é o caminho tomado pelo arqui-elucidativo e reducionista Richard Dawkins, da Universidade de Oxford. Ele fez do darwinismo uma arma temível,com a qual oblitera quaisquer idéias que desafiem sua perspectiva decididamente materialista e não mística da vida. Parece tomar a persistência do criacionismo e outras idéias antidarwinianas como uma afronta pessoal”. Horgan revela ainda a resposta de Dawkins a uma pergunta sua em um encontro que tiveram: “ Perguntei a Dawkins porque ele achava que a sua concepção de que Darwin basicamente nos disse tudo o que sabemos e tudo o que precisamos saber sobre a vida encontrava resistência não só entre os criacionistas,...ou os filósofos sofistas,mas até entre biólogos manisfestamente competentes. “ É possível que eu não consiga me expressar com suficiente clareza”.(. Não meu caro leitor,você não leu errado, foi esta mesmo a resposta! Não importa que os biólogos sejam reconhecidamente competentes,se divergem de Dawkins e Darwin,a razão é simples,não entenderam o que foi falado.

Deveria a ciência,no caso a biologia na sua busca pelo significado da origem da vida, ser limitada á opinião de alguém que se considera o supra-sumo do conhecimento,ou deveria a mesma ser algo infinito em todas as direções? Um dos maiores filósofos da ciência,senão o maior,Karl Popper gostava de zombar da pretensão de alguns cientistas de atingirem uma teoria completa da natureza,aquela que responda a todas as perguntas.Ele costumava dizer que em nossa ignorância,somos todos iguais,e que sempre acreditou que a ciência nunca poderia responder ás perguntas sobre o significado e finalidade do universo. Sobre isso ele afirmava que sabemos muito pouco e devíamos ser modestos e não fingir que sabemos alguma coisa sobre questões decisivas como estas. No caso da teoria da evolução seu pensamento era de que mesmo que os cientistas conseguissem criar vida em um laboratório,eles nunca poderiam ter certeza que ela realmente teria começado desta forma.Segundo Popper é provável que a origem da vida continue a ser não testável para sempre. Em certa consonância com tal pensamento um dos maiores físicos de todos os tempos Niels Bohr declarou que "deveríamos estar preparados para uma surpresa,uma surpresa muito grande". Podemos portanto perceber claramente através da opinião destes e de outros nomes eminentes da ciência,que a pretensão dawkiniana da certeza do modelo ateísta evolucionista nunca foi e nunca será uma unanimidade.


Entre as diversas alegações dos ateus para apoiar sua filosofia,está conforme vimos,a suposição de que a vida apareceu na Terra sem a interferência de um Agente Inteligente.No entanto,de acordo com a análise de vários cientistas,inclusive ateus e céticos,sobre a complexidade que envolve a vida e seus mecanismos de funcionamento,não há como em sã consciência se rejeitar a opção de atuação de uma Mente Inteligente por trás de tal projeto. Apresentar a teoria da evolução como uma possível explicação evidentemente é lícito,mas ao mesmo tempo agir como fazem os darwinistas,acusando de não científica a idéia da Criação Inteligente,revela unicamente uma posição ortodoxa e fechada á amplitude de respostas que a ciência pode fornecer. A demonstração de apego cego a uma única teoria que longe de ser comprovada enfrenta enormes dificuldades em sua sustentação,foge completamente da atitude que se espera de cientistas cujo único compromisso seja a verdade,doa a quem doer. É importante que o leitor perceba que a ciência como sinônimo da totalidade do conhecimento humano está longe de ser um “ente” imune a questionamentos. O doutor em física pela Universidade de Harvard,que trocou a física pela filosofia Thomas Kuhn em sua obra “ A estrutura das revoluções científicas”,a qual é considerada por muitos a melhor tese já escrita sobre os avanços da ciência, introduziu o termo “paradigma” como a representação do padrão de modelos a serem seguidos,dando a uma realização científica métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base para estudos e pesquisas. Ou seja um paradigma na ciência revela uma propensão a se pensar segundo o modo pré-estabelecido em detrimento do questionamento.

O pensamento de Kuhn expôe muito bem o forte “alter ego” que habita a mente dos cientistas ao argumentar que estes nunca conseguem compreender verdadeiramente o mundo real,nem sequer uns aos outros. Segundo ele a maioria dos cientistas nunca questiona o paradigma. Eles preferem resolver os enigmas e problemas que reforçam e estendem o alcance do paradigma ao invés de questioná-lo. O escritor John Horgan após entrevistar o filósofo assim interpretou seu pensamento: “ Kunh afirmava que a refutação não é mais possível do que a verificação;cada processo implica a existência de padrões absolutos de evidência,que transcendem qualquer paradigma individual. O novo paradigma pode ser melhor que o antigo para resolver os enigmas e talvez produza mais aplicações práticas. “Não se pode simplesmente qualificar a outra ciência como falsa”,dizia Kuhn. O simples fato de a física moderna ter produzido os computadores,a energia nuclear e os toca-discos CD,não a torna mais verdadeira num sentido absoluto que a física de Aristóteles. Da mesma forma Kuhn negava que a ciência estava constantemente se aproximando da verdade. No final de Estrutura,ele afirma que a ciência como a vida na Terra,não evolui em direção a alguma coisa,mas apenas se afasta de alguma coisa... ele chamava de “dependentes” os cientistas comprometidos com um paradigma;também comparava-os aos personagens submetidos á lavagem cerebral em 1984,de Orwell.”

Duvido que o leitor encontre em toda a história da ciência um paradigma mais blindado e avesso a questionamentos do que o ateísmo e o apego á teoria da evolução de Charles Darwin. Quando qualquer objeção é feita ao seu modelo os ateístas-evolucionistas preferem ignorar a responder. Qualquer teoria que se apresente contrária ao darwinismo é classificada como falsa. Não importa que toda a ciência seja em essência questionável,isso não vale para os ateus. Em face do caráter indefinido que é a característica do conhecimento científico só existem duas opções para os ateus e sua teoria da evolução; ou eles reconhecem sua limitação e com isso sua sujeitabilidade á dúvida para ter o direito ao rótulo de ciência,ou assumem de vez a vestimenta de filosofia fundamentalista ateísta.

O renomado filósofo da ciência Karl Popper já nos alertava: “ Como os cientistas recebem financiamento para o seu trabalho,a ciência não é exata como devia ser. Isso é inevitável. Há uma certa corrupção. Infelizmente...Os cientistas não são tão auto-críticos como deviam ser...As dificuldades são subestimadas. A teoria é apresentada como se tudo isso se fundasse em certeza científica,mas a certeza científica não existe... é preciso procurar teorias alternativas".Como podemos ver,os cientistas não são super-homens imunes ás dificiências e defeitos humanos,tampouco são pobres abnegados cuja única preocupação é o bem da humanidade. Na história dos homens da ciência o que muitas vezes vemos é um elevado culto ao ego.

Sempre sublinhei a necessidade de um certo dogmatismo- o cientista dogmático tem um papel importante a desempenhar. Se nos entregarmos à crítica muito facilmente,jamais descobriremos onde está a verdadeira força de nossas teorias.”(Popper).

O médico psiquiatra,professor de psicopatologia na Universidade de Nápoles,Mauro Maldonato exemplifica bem este preconceito “dos que acham que sabem para com aqueles que eles acham que não sabem” em seu excelente artigo “Não sabemos que não sabemos”,quando escreve: “ Os dogmas do cientismo talvez representem a herança mais onerosa da modernidade. Mais invasivos do que os dogmas religiosos,com freqüência alimentaram um racionalismo prepotente e desmedido( uma hybris da razão) que pretendeu explicar tudo,impelindo á margem os inúmeros aspectos não racionalizáveis da vida humana: instintos, pulsões,angústias,sentimentos,paixões... o homem não é nem nunca será um deus diante do qual outro homem deve ajoelhar-se.Nenhum homem,portanto,jamais será onisciente.Isso vale antes de mais nada para os cientistas... soluções unívocas resultam da ignorância ou negligência,não do conhecimento.”

Em minha opinião nada retrata mais a pretensão ao monopólio da razão pelos ateus do que a conhecida fábula de Hans Christian Andersen, “ A Roupa Nova do Imperador”, na fábula do ateísmo, a teoria da evolução é o imperador,cientistas como Dawkins são como os ministros,que não querendo contrariar o rei,fingem que estão vendo. Afortunadamente existem outros cientistas que não se dobraram á ortodoxia fundamentalista ateísta os quais são como a criança que não se preocupando em “ver” como os outros, abriu os olhos do povo para perceberem que não havia roupa nenhuma. Felizmente para o bem do conhecimento,podemos contar com cientistas e intelectuais corajosos que ao analisarem a proposta do ateísmo,simplesmente nos disseram: O REI ESTÁ NÙ !



ALGUMAS CONSIDERAÇÔES ARQUEOLÓGICAS




Ao longo dos anos, muito criticismo tem sido levantado quanto à confiabilidade histórica da Bíblia. Estes criticismos são usualmente baseados na falta de evidência de fontes externas confirmando o registro bíblico. E sendo a Bíblia um livro religioso, muitos eruditos tomam a posição de que ela é parcial e não é confiável a menos que haja evidência externa confirmando-a. Em outras palavras, a Bíblia é culpada até que ela seja provada inocente, e a falta de evidências externas colocam o registro bíblico em dúvida.

Este padrão é extremamente diferente do aplicado a outros documentos antigos, mesmo que muitos deles, se não a maioria, contém um elemento religioso. Eles são considerados acurados a menos que a evidência demonstre o contrário. Embora não seja possível verificar cada incidente descrito na Bíblia, as descobertas arqueológicas feitas desde a metade do século XVIII têm demonstrado a confiabilidade e plausibilidade da narrativa bíblica. Alguns exemplos:
A descoberta do arquivo de Ebla no norte da Síria nos anos 70 tem mostrado que os escritos bíblicos concernentes aos Patriarcas são de todo viáveis. Documentos escritos em tabletes de argila de cerca de 2300 A.C. mostram que os nomes pessoais e de lugares mencionados nos registros históricos sobre os Patriarcas são genuínos. O nome "Canaã" estava em uso em Ebla - um nome que críticos já afirmaram não ser utilizado naquela época e, portanto, incorretamente empregado nos primeiros capítulos da Bíblia. A palavra “tehom” (“o abismo”) usada em
Gênesis 1:2 era considerada como uma palavra recente, demonstrando que a história da criação foram escrita bem mais tarde do que o afirmado tradicionalmente. “Tehom”, entretanto, era parte do vocabulário usado em Ebla, cerca de 800 anos antes de Moisés. Costumes antigos, refletidos nas histórias dos Patriarcas, também foram descritos em tabletes de argila encontrados em Nuzi e Mari.

Os Hititas eram considerados como uma lenda bíblica até que sua capital e registros foram encontrados em Bogazkoy, Turquia. Muitos pensavam que as referências à grande riqueza de Salomão eram grandemente exageradas. Registros recuperados mostram que a riqueza na antiguidade estava concentrada como o rei e que a prosperidade de Salomão é inteiramente possível. Também já foi afirmado que nenhum rei assírio chamado Sargon, como registrado em Isaías 20:1, existiu porque não havia nenhuma referência a este nome em outros registros. O palácio de Sargon foi então descoberto em Khorsabad, Iraque. O evento mencionado em Isaías 20 estava inclusive registrado nos muros do palácio. Ainda mais, fragmentos de um obelisco comemorativo da vitória foram encontrados na própria cidade de Asdode.

Outro rei cuja existência estava em dúvida era Belsazar, rei da Babilônia, nomeado em Daniel 5. O último rei da Babilônia havia sido Nabonidus conforme a história registrada. Tabletes foram encontrados mais tarde mostrando que Belsazar era filho de Nabonidus e co-regente da Babilônia. Assim, ele podia oferecer a Daniel "o terceiro lugar no reino" (Daniel. 5:16) se ele lesse a escrita na parede. Aqui nós vemos a natureza de “testemunha ocular” do registro bíblico frequentemente confirmada pelas descobertas arqueológicas.

Vejamos outras descobertas arqueológicas em consonância com o relato bíblico:

*A estrela de basalto de Dã, descoberta em 1993, que provou, sem sombra de dúvidas, a existência do rei Davi

*O tanque de Gibeão (mencionado em 2 Samuel 2:13 e Jeremias 41:12), descoberto em 1833, por Edward Robinson


*O selo de Baruque, descoberto em 1975, provando a existência do secretário e confidente do profeta Jeremias;

*O palácio de Sargão II, rei da Assíria mencionado em Isaías 20:1, descoberto em 1843, por Paul Emile Botta, de cuja existência oshistoriadores seculares duvidavam até essa descoberta;

*O túnel bíblico de Siloé citado na Bíblia -- nos livros de Reis e Crônicas(II Reis, 20: 20) descoberto pelos arqueólogos Amos Frumkin, Aryeh Shimron e Jeff Rosembaum da Universidade Hebraica de Jerusalém em 2003.

È interessante notar que a historicidade tanto do Velho como do Novo Testamento já foi mais que referendada,e é claro a necessidade para os ateus que a Bíblia seja rejeitada,pois eles julgam que são os donos da verdade,faz com que fiquem levantando questionamentos sobre uma questão que entre historiadores e arqueólogos renomados existe mais consenso do que discordância. Os ateus não suportam o fato da Bíblia se adequar grandemente com a história.Como já mencionado A Bíblia faz 36 referências aos hititas, mas os críticos costumavam acusar que não havia evidências de que esse povo alguma vez tivesse existido. Mas alguns arqueólogos escavando na moderna Turquia descobriram os registros dos hititas. Como declarou o grande arqueólogo William F. Albright: “Não pode haver dúvida de que a arqueologia confirmou a historicidade substancial da tradição do Antigo Testamento.”

Outro exemplo onde podemos perceber isso se refere justamente ao rei rebelde Saul. Samuel diz que após a morte de Saul sua armadura foi colocada no templo de Astarote, que era uma deusa cananéia da fertilidade, em Bete-Seã, ao passo que Crônicas relata que a cabeça do rei foi colocada no templo de um deus filisteu do milho chamado Dagom. Por algum tempo os pesquisadores acharam que devia haver um equívoco e que, portanto, a Bíblia não era fidedigna. Até que os arqueólogos decifraram o enigma.Alguns anos atrás, escavações confirmaram que havia dois templos naquele local. De quem? Um de Dagom e outro de Astarote. Os edifícios eram separados por um corredor. Os filisteus haviam adotado Astarote como uma de suas deusas.


Evidente que divergências ainda existem e que podem nunca ser resolvidas,mas uma vez que a Bíblia é o réu no julgamento do ateísmo militante fundamentalista a grande sintonia já demonstrada entre a história e a Bíblia, dá a esta, a despeito da falta de senso crítico do ateísmo, o direito a exercer a máxima da justiça: In dubio,pro reu.

domingo, 23 de agosto de 2009

A QUESTÃO DO MAL




A imbecilidade dos argumentos do ateismo militante fundamentalista atinge seu ápice na questão da origem do mal. Veja que eles colocam que se Deus não impede o mal o mesmo é impotente,o que não se adequa ao conceito de Deus. É ótimo no entanto percebermos que em meio á sua incapacidade de entender qualquer coisa que questiona seu conceito da verdade, eles compreendem,ainda que não creiam,que o conceito de Deus importa em um ser ao qual tudo é possível,e por consequência pode alcançar feitos que ao ser humano não é possível uma compreensão completa. O que não pode ser tomado como uma impossibilidade de sua existência,haja visto que a ciência existe mas está longe de explicar todas as coisas.
Analisaremos a seguir a questão da existência do mal,assunto este que a cegueira resultante do ódio ateu ao conceito de Deus,é encarado de forma totalmente inadequada. Antes é importante salientar que não vamos dar uma explicação cabal para esta questão,uma vez que teríamos de ter uma compreensão total da mente de Deus,o que evidentemente não temos. Antes que os ateus argumentem que tudo tem uma explicação,gostaria de lembrar-lhes que a visão naturalista que apóia seu materialismo está repleta de não-explicações: A ciência não explica por exemplo,porque vários outros planetas possuem luas,as quais não servem de nada,como júpiter por exemplo ,o maior planeta e suas três luas que são muito menores que a nossa, a qual é do tamanho exato para a estabilidade da órbita da Terra,e sem a qual nosso planeta seria um caos. A terra tem um movimento de rotação ideal para o clima,24 horas,o planeta Vênus quase o mesmo tamanho que o nosso leva 243 dias para um único movimento de rotação,se este fosse o caso da Terra metade seria queimada e metade congelada. O oxigênio por exemplo compõe cerca de 21 % de nosso ar. Se faltasse o suficiente nós não conseguiríamos respirar,e não haveria a camada protetora de ozônio. Ao contrário se o oxigênio fosse mais abundante na atmosfera,tal excesso queimaria muitos dos outros elementos afetando grandemente a vida;incêndios seriam uma constante e os metais rapidamente enferrujariam. Bem eu poderia encher várias páginas aqui de não-explicações da visão naturalista de que o universo existe porque existe,e pronto; mas apenas toquei no assunto para que fique claro que os ateus não consideram que a teoria de seu materialismo deve ser rejeitada por não terem explicação para tudo. Eu pergunto eles podem não ter explicação para tudo,mas os que creêm em Deus não?
Vamos então abordar a questão do mal.


A Bíblia descreve Deus como santo( Is 6:3),justo(Sl 7:11) e soberano(Dn 4:17-25). Estes atributos nos dizem o seguinte a respeito de Deus: 1) Deus é capaz de prevenir todo o mal. 2) Deus deseja livrar o universo do mal. Então,se ambas as afirmações são verdadeiras,por que Deus permite o mal? Se Deus tem o poder de antever o mal,e o desejo de fazê-lo,por que não o faz? Uma boa maneira de olhar para esta situação seria considerarmos algumas alternativas que segundo as pessoas seriam a maneira como Deus deveria reger o mundo.

1) Deus deveria mudar a personalidade de todas as pessoas para que não fizessem o mal. Isso implicaria em que não tivessemos uma vontade livre.Não estaríamos aptos a escolher o certo ou errado pois seríamos “programados”,para fazer somente o que é certo. Se Deus tivesse feito assim não haveria nenhum relacionamento significante entre ele e Sua criação.Creio que nem mesmo um ateu ache que uma pessoa possa se relacionar com um robô. Ao invés disso,Deus fez Adão e Eva inocentes,mas com a capacidade de escolher o bem ou o mal.Assim eles poderiam responder ao Seu afeto, acreditar Nele,ou escolher fazer diferente. Eles escolheram segundo sua própria vontade. Porque vivemos em um mundo real onde podemos escolher nossas ações mas não suas consequências,sua ação afetou os que vieram após eles(nós). Semelhantemente nossas ações quando fazemos o mal,afeta a nós e os que estão ao redor.

2) Outra escolha seria Deus compensar as ações malignas das pessoas através de uma intervenção sobrenatural 100% do tempo. Por exemplo,se um motorista bêbado causa um acidente de automóvel,Deus evitaria que ele e as pessoas no outro automóvel se machucassem. Deus deveria impedir que um motorista bêbado batesse em postes,edifícos,etc.pois isso poderia causar danos em gente inocente,fazendo-os sofrer. Se um pai se viciasse em drogas e gastasse todo o dinheiro com o vício,Deus deveria agir miraculosamente para prover todas as necessidades dos filhos destes,pois eles não deveriam ser afetados pelo mal feito pelo pai. Em um mundo assim Deus seria um mal pai que provê sempre uma saída para um comportamente destrutivo de um filho. Não haveria consequência para nossas ações,e como resultado ninguém aprenderia integridade,pureza,honra,responsabilidade ou domínio próprio. Não haveria “boas consequências” para um comportamento correto,nem “más consequências “ para um comportamento errado. Como ficariam as pessoas a não ser mais desviadas e malignas?

3) Outra escolha,que “ensinaríamos” Deus a fazer seria remover todas as pessoas que cometem o mal, o problema com esta sábia solução,é que Deus teria de remover todos nós. Todos nós pecamos e cometemos atos maus. Umas pessoas são piores que outras,mas eu pergunto onde Deus colocaria a linha limite para o mal? Todo mal causa danos a outros.

Ao invés destas “inteligentes” opções que poderíamos ensinar a Deus, Ele escolheu criar um mundo “real”no qual escolhas reais tem consequências reais. Nesse nosso mundo real nossas ações afetam outros. Devido a escolha de Adão pelo mal o mundo agora vive debaixo desta maldição,e todos nós nascemos com a natureza do mal. Haverá um tempo em que Deus julgará todo mal e fará novas todas as coisas,mas Ele está propositadamente “retardando” este tempo,para permitir que as pessoas se arrependam e Ele não precise julgá-las. Até o presente momento Ele está ciente de todo o mal. Quando criou as leis do Velho Testamento Ele estabeleceu leis que desencorajam e punem o mal. No Novo Testamento Ele estabeleceu que os governos tem a responsabilidade de prover a justiça e ordem para proteger os inocentes do mal(Rm 13). Ele também promete severas consequências para aqueles que cometem o mal,principalmente contra os inocentes(Mc 9:36-42).

Em resumo,nós vivemos em um mundo real onde nossas ações tem consequências diretas e indiretas sobre aqueles que estão ao nosso redor. O desejo de Deus por nossa causa é que todos nós O sigamos para que o bem venha sobre nós. Acontece, que ao contrário,escolhemos nossos próprios caminhos e culpamos Deus por não fazer nada a respeito.Na verdade Deus restringe muitos atos maus.O mundo seria muito pior se Deus não contivesse uma parte do mal. Deus nos deu a habilidade de escolher o bem e mal,e quando escolhemos o mal,Ele permite que nós e aqueles ao nosso redor,sofram as consequências do mal. Ao invés de culpar a Deus e questionar porque Ele não restringe todo o mal,deveríamos procurar entender como Ele sendo onipotente,poderia nos livar de cometermos o mal.

Como eu disse no início,não tive a pretensão de dar uma explicação a uma questão que envolveria um completo entendimento de Deus,considerando o conceito de Deus,mesmo para aquele que não crê, é algo humanamente impossível.E sobre o mal,eu perguntaria aos ateus o seguinte: Em sua visão naturalista do mundo,o universo explica a si próprio,e o que vocês dizem que a existência do mal e do sofrimento,prova a não-existência de um Deus todo-poderoso e amoroso. Pois eu digo que prova justo o contrário. Sua visão naturalista não oferece nenhuma explicação para a crueldade e o mal entre os seres humanos.Segundo o ateísmo prega o homem é um mero animal que evoluiu,ou seja se aperfeiçoou com o passar de milhares ou milhões de anos,sobrevivendo seguindo a lei da sobrevivência do mais apto. Me expliquem então,porque só o homem e nenhum outro animal comete o mal,como assassinatos,torturas,roubos,etc. Todos os outros animais quando matam o fazem para saciar a fome,e quando esta é satisfeita,uma presa pode passear ao lado deles sem ser ferida. Ora,se o homem é produto da evolução e evoluiu mais que os outros animais como consequência não deveria matar por prazer,torturar por prazer, fazer o mal por prazer. É muito mais lógico considerar a existência de um adversário de Deus,um mal personalizado,que insufla o homem a cometer a maldade,do que afirmar que o homem “evoluiu” quando nenhum animal,a não ser o homem,comete o mal.Ora se o homem é um produto da evolução porque ele não cuida apenas de sua sobrevivência,como todos os outros animais fazem,mas ao contrário ele pratica o mal deliberadamente. A existência de um ser poderoso,criado com mais poder que o homem, e o conduz a praticar o mal,é muito mais racional que a visão naturalista que não explica este paradoxo. Ou vocês querem que acreditemos que alguém que mata uma mulher grávida em um assalto,é um ser evoluído lutando pela sobrevivência?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

AOS LEITORES




A alcunha que me permiti dar no perfil deste blog "um amante dos livros",longe de ser uma pretensão é uma realidade que me acompanha desde a infância o que ocasionou em minha personalidade um apreço pelo estudo e pela autodidática. Tal fato só posso reputar como saudável pois no decurso de vários anos em que me tornei um cristão(por crer na Bíblia e na Existência de Deus,e não por um alto padrão de viver que se pressupõe ao usar o termo),fez-me desejar verificar não uma explicação para a fé,que não é objeto da ciência,mas sim até que ponto esta converge com a outra. Diferentemente do que os ateus fundamentalistas alegam, o que é compreensível pois os mesmos não admitem a mínima hipótese de estarem errados, procurei nos últimos anos e sigo atualmente, estudar as concepções da cosmologia e ciência atuais,no que tange ao surgimento do universo e a questão fundamental entre a existência de Deus e autenticidade da Bíblia. Muitos de meus conceitos foram mudados, e a relutância havida outrora em aprofundar em conhecimento científico por estes divergirem de minhas opiniões,como por exemplo uma idade jovem para a Terra como base para a autenticidade da Bíblia, mostraram que muitas vezes se fechar ao conhecimento para se agarrar a opiniões, só nos traz prejuízo. A ciência e cosmologia modernas me mostraram que uma Terra antiga é muito mais compatível com o relato bíblico do que uma Terra jovem. No entanto postarei especificamente sobre este ponto posteriormente. Meu objetivo hoje é relacionar para os leitores um pouco do material que até o momento que embasa a visão que tenho hoje e qualifica este blog como originário de alguém que usa antes de tudo o intelecto para justificar suas opiniões. O material aqui elencado se refere a obras tanto de cristãos, agnósticos e ateus, se limitando no entanto a estudos relativo á ciência e/ou filosofia da ciência. Apresentarei apenas o título e autor,sendo que qualquer informação adicional pode ser solicitada. A tempo, não excluirei nenhuma obra,por razão de ideologia ou crença, o critério é o de capacidade intelectual.


Uma Nova História Do Tempo: Stephen Hawkings(Físico Teórico).

O Universo em uma Casca de Noz: Stephen Hawkings


O Universo Elegante: Brian Greene(Físico teórico,especialista na teoria das supercordas)

O Tecido do Cosmos: Brian Greene


DNA: O Segredo da Vida: James D. Watson(Biólogo,co-descobridor da dupla hélice do DNA,prêmio Nobel)


Os Dados que Deus Escondeu: Wladimir Guglinski(Físico Quântico)


A Escuridão da Noite: Edward Harison(Físico e astrônomo)


O Gênesis e o Big Bang: Gerald L. Schroeder(Físico)


A Biologia da Crença: Bruce H. Lipton(Biólogo Molecular)


O Relojoeiro Cego: Richard Dawkings( Biólogo)


Deus,um delírio: Richard Dawkins


O Livro Completo sobre Eistein: Cynthia Philips( Astrofísica)


As Cinco Maiores Idéias da Ciência: Charles Wynn, Arthur Wiggins(Químicos)


A Caixa Preta de Darwin: Michael J. Behe( Biólogo Molecular)


Astronomia: Joachin Hermann: (Astrônomo)


A Dança do Universo: Marcelo Gleisler( Físico)


A Linguagem de Deus: Francis S. Collins( Biólogo)


Panorama Visto do Centro do Universo: Joel R. Primack( Cosmólogo)


Breve História de Quase Tudo: Bill Bryson( Jornalista especializado em ciências)


O Fim da Ciência: John Horgan( Jornalista especializado em ciências)


Mostre-me Deus: Fred Herren(Jornalista especializado em ciências)


A Fabricação da Ciência: Alan Charmer( Filósofo da Ciência)


A Face Oculta da Natureza: Anton Zeilinger(Físico quântico)


O Anjo de Darwin: John Cornwell(Jornalista)


Einstein,Sua Vida,Seu Universo:Walter Isaacson( Jornalista)


Uncommon Dissent: William Demsky(Matemático)


The Genesis Question: Hugh Ross(Astrofísico)


Why the Universe is the way it is: Hugh Ross


Creation and Time: Hugh Ross


The Creator and the Cosmos: Hugh Ross


Astronomy: Moché( Astrônomo)

Todos os autores cientistas aqui apresentados são qualificados com doutorados nas maiores universidades do mundo.

Caros leitores,meu objetivo nesta postagem, é unicamente deixar claro que a razão de minha opinião e crença é fruto da análise de diversas posições e conceitos,inclusives contrários aos meus, os quais fortaleceram minha maneira de pensar. Espero que o leitor atento observe bem que as postagens que aqui se tem colocado não requerem uma interpretação espiritual para serem entendidas,mas sim o exercício da inteligência. É de se lamentar que ateus fundamentalistas sejam tão cegos( ou se façam de tal) a ponto de acusar uma análise criteriosa e racional de conceito religioso. Fazer o que,certo?



N.A: Não relacionei nenhuma obra de teólogos que foi estudada.



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A CRENÇA EM DEUS E NA BÍBLIA É INCOMPATÍVEL COM A CIÊNCIA?




Para respondermos esta pergunta faz-se mister uma análise da razão mais comum que coloca a visão científica materialista contra a possibilidade real da existência do Criador Inteligente. Eu me refiro á ocorrência de um evento sobrenatural,comumente chamado “milagre”, o qual uma vez que não pode ser explicado pela ciência conhecida recebe o rótulo de “impossível”. Creio ter deixado claro em tópicos abordados anteriormente que concordo com as críticas que são feitas contra os exageros e deturpações da fé resultantes da má interpretação da revelação contida nas escrituras, e não menos lamentável do oportunismo de falsos líderes que se auto-intitulam representantes de Deus e Seus porta-vozes,e valendo-se da boa fé de muitos obtêm benefícios para si próprios. De qualquer forma meu objetivo neste tópico é apresentar para o leitor a questão do sobrenatural e sua relação com a ciência. O que dizer então dos chamados milagres? Primeiramente observemos o significado etmológico do termo “milagre”, derivado do latim ‘miraculu” ou seja: “ evento sobrenatural cuja origem não se pode explicar”. Para que possamos melhor compreender a relação de um acontecimento deste tipo com o padrão do conhecimento científico consideraremos um típico milagre bíblico como a separação das águas do Mar Vermelho,quando Deus agindo através do profeta Moisés,determinou que o mar dividisse suas águas e o povo passou sobre terra seca,para depois se fechar e livrar os israelitas da perseguição dos egípcios.Temos neste episódio um acontecimento impossível se considerado pelas leis conhecidas que regem a física. Mas ao falarmos de “leis conhecidas”,é pertinente supormos que a física apresenta leis que “ ainda não são conhecidas”. Tal suposição é totalmente confirmada quando verificamos que a explicação dos teóricos do Big Bang-a principal teoria científica para a origem do universo- cuja ocorrência teria se dado antes de haver tempo e matéria, portanto fora da esfera das leis naturais;é a de que “leis desconhecidas da física” resultaram na explosão que deu início ao cosmos. É verdade que nós não vimos Deus dividindo o Mar Vermelho embora a Bíblia relate tal ocorrência, mas tenho certeza que nenhum cientista tampouco viu o que ocasionou a explosão quando não havia absolutamente nada. Que diferença há entre o milagre bíblico e o milagre do Big Bang uma vez que ambos só poderiam ser explicados cientificamente por “leis desconhecidas da física”? Ora se entendermos que o milagre relatado na Bíblia é algo sobrenatural que só pode ser aceito por fanáticos religiosos;temos de admitir que o milagre da ciência sugerindo uma explosão sobrenatural a partir do nada que resultou num universo de planetas e estrelas em perfeito funcionamento só pode ser aceito por cientistas fanáticos,no entanto esta é de longe a teoria mais aceita pela cosmologia moderna para a origem do universo,embora seja a mesma uma pedra no sapato de cientistas ateus,pois pressupôe um ínicio antes do tempo e espaço,ou seja uma causa,portanto um causador.

Vejamos um pouco mais desta relação interessante da ciência com o sobrenatural. A grande empreitada da ciência nas últimas décadas tem sido a busca pela teoria unificada da física,a Teoria de Tudo,na verdade podemos dizer que desde meados do século passado uma vez que o próprio Einstein gastou os últimos anos de sua vida consumido por esta procura,o que levou-o a ser mais criticado do que reverenciado antes de sua morte. As críticas evidentemente não eram tanto pela obsessão pela teoria unificada,mas muito mais pela resistência do eminente físico em aceitar a física quântica,sendo que para muitos de seus colegas a possibilidade da teoria unificada passava pela conciliação da física quântica com a teoria geral da relatividade. Os anos se passaram e o que antes era motivo de crítica a Einstein hoje é uma das principais ocupações dos físicos teóricos,os quais munindo-se no avanço da física de partículas e quântica se empenham rumo a teoria de tudo.Mas o que tem isso a ver com milagres? Muita coisa, posso garantir. Nesta jornada de tentativas de unificar a física,os cientistas chegaram a teoria que podemos dizer que é a vedete atual da ciência,uma vez que se algum dia for confirmada o universo enfim será um livro aberto;eu me refiro a “teoria das supercordas”,segundo a qual as ínfimas partículas dos átomos como os “quarks” são na verdade “cordas’,vibrações de energia que oscilam em onze dimensões,as três que conhecemos,mais o tempo e sete outras dimensões desconhecidas. Tais cordas são tão minúsculas que parecem pontos,mas na verdade são como filamentos que vibram. Com as supostas dimensões extras,a teoria das supercordas possibilitam que os físicos reúnam as leis quânticas e gravitacionais em um só conceito de certa forma organizado. Uma das conclusões a que podemos chegar com esta teoria é a de que a matéria não existe,o que existe é apenas energia. Não obstante não ser uma unanimidade entre os cientistas,a teoria das supercordas é defendida fortemente por vários e respeitados físicos,sendo que conferências e livros sobre o assunto se espalham pelo mundo. Ed Witten por exemplo considerado por muitos a maior inteligência matemática desde Newton(superando até Einstein),quando após alguma dificuldade compreendeu a possibilidade da teoria,disse que teve a maior emoção intelectual de sua vida,e assegurou que se não passasse o resto de sua vida concentrando-se na teoria das supercordas deixaria simplesmente de cumprir a missão da sua vida. Uma das declarações que mais fazia em público é que a teoria era um verdadeiro “milagre”. Interessante notar que um físico considerado gênio,decidiu ter como missão de sua vida defender um “milagre”. Caso o leitor ache que a relação com a palavra milagre seja apenas uma figura de linguagem,não é o caso aqui,a mais destacada teoria da física na atualidade,cuja confirmação(e em projeções teóricas feitas pelos seus defensores,tem-se evidenciado bastante plausível),se positiva,mostrará que um milagre é algo totalmente possível,uma vez que conheçamos leis que antes desconhecíamos. Como dizia o teólogo e filósofo cristão Agostinho de Hipona,conhecido como Santo Agostinho: “ Milagres não são contrários á natureza,mas somente contrários ao que sabemos sobre a natureza.”

Para melhor nos situarmos no ambiente sobrenatural da ciência,vejamos uma consideração sobre a mecânica quântica dada por um dos expoentes no estudo da teoria unificada,o físico Brian Greene:“ A mecânica quântica demonstra que quanto maior for a barreira de energia,tanto menor será a probabilidade de que essa criativa operação de contabilidade microscópica chegue a ocorrer. Mas as partículas microscópicas que enfrentam um muro de concreto podem e ás vezes conseguem tomar emprestada uma quantidade de energia suficiente para fazer o que é impossível do ponto de vista da física clássica—penetrar por um momento,como se fosse um túnel,em uma região onde inicialmente elas não tinham energia suficiente para entrar.(grifo do autor) À medida que aumenta a complexidade de um objeto com um número cada vez maior de partículas em sua composição,os tunelamentos quânticos podem ainda ocorrer,mas vão se tornando muito improváveis,uma vez que todas as partículas componentes teriam de ter a sorte de sofrer a mesma flutuação ao mesmo tempo... Mas os episódios do desaparecimento podem acontecer....em lugar de fantasia esses tunelamentos quânticos são eventos corriqueiros. Mas as regras de probabilidade da mecânica quântica—e em particular a pequenez da constante de Plank no mundo real—indicam que se você tentar atravessar uma parede uma vez a cada segundo,teria de esperar mais tempo do que a idade atual do universo para poder ter uma boa chance de obter êxito em uma das tentativas...no entanto mais cedo ou mais tarde você aparecerá do outro lado.” Greene,Brian,O Universo Elegante,Cia das Letras,2007 p.136-137.

O que eu gostaria que o leitor analisasse no texto acima é o fato de que as teorias modernas da física consideram possibilidades que no conceito da física clássica,seriam impossíveis,como um milagre,mas no entanto com o conhecimento ampliado,o que era sobrenatural se tornou uma possibilidade natural. Para os teóricos da física quântica partículas de um objeto material atravessarem um outro objeto material é algo corriqueiro. Como Brian Greene deixou claro não se pode nem mesmo excluir a possibilidade-- ainda que remota devido á alta necessidade de coincidências de energia,tempo e espaço--de que eu ou você possamos atravessar uma parede de concreto. A teoria das supercordas prevê tal possibilidade. O importante aqui para o tema em que propus analisar a relação da ciência com os milagres,é que não importa que o leitor por exemplo não tenha tempo suficiente na vida para que tente e tenha a sorte de realizar a experiência de atravessar a parede,o que é relevante aqui é que a ciência não exclui esta possibilidade. Eu pergunto então,e se um de nós fossemos o criador do universo e conhecêssemos todos os momentos exatos para a aplicação das leis naturais desconhecidas,não poderíamos realizar o “milagre” sem quebrar a própria lei natural por nós mesmos estabelecida? O biólogo celular Bruce H Lipton declarou que seus colegas de profissão deveriam atentar mais para as questões sobre a energia abordadas pela física quântica para abrirem suas mentes para as possibilidades do universo. Com certeza se Richard Dawkins e seu discipulado de ateus fundamentalistas seguir o conselho de seu colega poderá aprender um pouco mais sobre as possibilidades sobrenaturais do universo e poderia talvez questionar a existência do Criador Inteligente com mais embasamento,não apenas limitado á confusão que faz entre crença e religião.

Espero eu possa o leitor ter percebido que questionar a existência de Deus e a Bíblia com amparo apenas em arrazoamentos anti-religiosos e uma arrogante suposição de conhecimento do total funcionamento do universo,interpretando errôneamente que a ocorrência de eventos sobrenaturais nos escritos bíblicos os tornam incompatíveis com a ciência;apenas demonstra que aqueles que o fazem,não tem como lastro o argumento,mas sim a ignorância. Em consonância com tal pensamento um dos maiores físicos de todos os tempos Niels Bohr declarou que "deveríamos estar preparados para uma surpresa,uma surpresa muito grande". Richard Feynman,um dos maiores teóricos da física desde Einstein tem a melhor resposta para ateus fundamentalistas e cientistas limitados como Dawkins,ao explicar que devemos permitir que a natureza resolva o que é que faz e o que é que não faz sentido: “ A física quântica descreve a natureza como absurda(grifo do autor),do ponto de vista do bom senso. E ela concorda plenamente com os fatos experimentais. Portanto eu espero que você aceite a natureza como ela é—absurda.”(grifo do autor).( Greene,Brian,O Universo Elegante,Cia das Letras,2007 p.131).