terça-feira, 8 de setembro de 2009

ALGUMAS RESPOSTAS(2)









8) Algumas passagens da escritura são de difícil compreensão. Ás vezes a dificuldade é por serem obscuras. Outras vezes parece que uma passagem está ensinando algo contrário ao que outra parte da escritura ensina com clareza. Por exemplo,Tiago parece estar dizendo que a salvação é pelas obras(Tg 2:14-26), ao passo que Paulo ensinou com toda a clareza que é pela graça( Rm 4:5; Tt 3:5-7;Ef 2:8-9). Tiago não está contradizendo Paulo. Paulo está falando da justificação perante Deus( a qual é pela fé somente),Tiago está se referindo á salvação perante os homens( que não tem de ver com nossa fé,mas somente com nossas obras). Portanto ,não se precipite supondo que ela está ensinando o contrário de que uma outra parte ensina, cometemos erros ao tentar interpretá-la,não é Deus que erra.

9)Deus criou o homem para ter uma relação com este,caso contrário não o teria criado com emoção e vontade teria feito um robô.Portanto Ele próprio não escreveu toda a Escritura,mas a inspirou;e mesmo no caso dos Dez mandamentos,é evidente “ que “pelo dedo de Deus”(Ex.31:18),não deve ser entendido literalmente,pois Deus é espírito. Desta forma considerando que ele usou cerca de 40 autores diferente que não eram secretários do Espírito Santo,mas foram inspirados e usaram seus estilos. E estes estilos humanos são diferentes, há desde a métrica melancólica de lamentações até a exaltada poesia de Isaías;da gramática elementar de João ao complexo grego do livro de Hebreus.Eles empregaram seus estilos próprios,com suas próprias idiossincrasias, ou seja,com o seu jeito de ver as coisas. A Bíblia tem o seu aspecto humano,mas é inspirada por Deus. Esquecer-se da humanidade das escrituras pode levar-nos a impugnar falsamente sua integridade por esperarmos um nível maior de expressão do que é usual num documento escrito por um homem.

10) Ocasionalmente a Bíblia expressa a mesma coisa de diferentes modos,ou pelo menos de diferentes pontos de vista, em tempos distintos. Cada um dos quatro autores do evangelhos relata a mesma história de uma maneira diferente, para um grupo diferente de pessoas; e ás vezes citam o mesmo incidente com palavras diferentes. Mateus: “ Tu és o Cristo,o filho do Deus vivo”(16:16), Marcos “ Tu és o Cristo” (8:29), Lucas “ És o Cristo de Deus”(9:20). Até mesmo os Dez Mandamentos, os quais foram escritos "com o dedo de Deus" (Deuteronômio 9:10), quando entregues, pela segunda vez, apresentam-se com variações (compare Êxodo 20:8-11 com Deuteronômio 5:12-15). Há muitas diferenças entre os livros de Reis e de Crônicas nas descrições que eles fazem dos mesmos eventos; contudo, não incidem em nenhuma contradição nos acontecimentos que narram. Se expressões assim tão importantes puderam ser feitas de maneiras diferentes, então não há por que o restante das Escrituras ter de expressar a verdade apenas de uma forma literal e inflexível em sua abordagem.

11) Os críticos com freqüência apontam para as variações ocorridas quando o NT cita passagens do AT, como provas de erro. Entretanto, se esquecem de que uma citação não tem de ser uma repetição exata do que está escrito. Era então, como é hoje, perfeitamente aceitável o estilo literário que dá a essência de uma afirmação ou pensamento, sem que se empregue precisamente as mesmas palavras. Um mesmo significado pode ser transmitido sem o uso das mesmas expressões verbais. As variações que ocorrem nas citações de textos do AT feitas no NT enquadram-se em diferentes categorias. Às vezes é outra pessoa que está falando. Por exemplo, Zacarias registra que o Senhor está dizendo: "olharão para mim, a quem traspassaram" (Zacarias 12:10). Quando isto é citado no NT, é João - e não Deus - que está falando: "verão aquele a quem traspassaram" (Jo 19:37). Outras vezes os escritores do NT citam apenas uma parte do texto do AT. Jesus fez isso quando esteve na sinagoga da cidade de Nazaré (Lucas 4:18-19, citando Is 61:1-2).
De fato, ele parou no meio de uma sentença. Se tivesse ido mais além, Jesus não poderia ter dito o que disse em seguida: "Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" (v. 21). É que, precisamente, a continuação daquela frase - "e o dia da vingança do nosso Deus" - é uma referência à sua segunda vinda. Algumas vezes, o NT parafraseia ou resume um texto do AT (por exemplo, Mateus 2:6). Outras vezes, mistura dois textos em um (Mateus 27:9-10). Ocasionalmente, uma verdade geral é mencionada sem a citação de um texto específico. Por exemplo, Mateus diz que Jesus mudou-se para Nazaré "para que se cumprisse o que fora dito, por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno" (Mateus 2:23). Note que Mateus não cita um determinado profeta, mas sim "profetas" em geral, de modo que seria inútil insistir na procura de um determinado texto do AT em que esta profecia fosse encontrada.Também há momentos em que o NT aplica um texto de um modo diferente em relação ao AT. Por exemplo, Oséias aplica "do Egito chamei o meu filho" à nação messiânica e Mateus, ao produto daquela nação, o Messias (Mateus 2:15 e Oséias 11:1). Em caso algum, porém, o NT interpreta de forma errada ou não aplica corretamente o AT, nem ainda tira qualquer conclusão do que não esteja presente naquele texto. Em resumo, o NT não comete erros quando cita o AT, como acontece quando os críticos citam o NT..


12) Pelo simples fato de divergirem entre si duas ou mais narrações do mesmo acontecimento, isso não significa que elas sejam mutuamente exclusivas. Por exemplo, Mateus (28:5) diz que havia um anjo junto ao túmulo de Jesus depois da ressurreição, ao passo que João nos informa de que havia dois (20:12). Não há, porém, nenhuma contradição. De fato, há uma infalível regra matemática que facilmente explica este problema: onde quer que haja dois, sempre há um - e nisso não existe erro! Mateus não diz que havia apenas um anjo. E necessário acrescentar a palavra "apenas" no registro dele para fazê-lo entrar em contradição com o de João. De igual forma, Mateus (27:5) nos informa de que Judas enforcou-se. Mas Lucas diz que Judas, "precipitando-se, rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram" (Atos 1:18). Uma vez mais, estes dois relatos diferem entre si, mas não são mutuamente exclusivos. Se Judas enforcou-se numa árvore à beira de um penhasco, e se o seu corpo caiu em pontudas rochas embaixo, então suas entranhas se derramaram para fora, da maneira como tão bem Lucas descreve.
CONTINUA....

ALGUMAS RESPOSTAS(1) (Conforme prometido)





Antes de iniciarmos com repostas á alguns questionamentos que são feitos pelo ateísmo militante fundamentalista á Bíblia,precisamos estabelecer um padrão,e creio que o leitor concordará comigo que o mesmo é necessário em uma discussão onde não pode haver um peso e duas medidas. O mesmo rigor que se exige quando se requer que a Bíblia explique algo,deve ser o mesmo a se requerer que o ateísmo explique um questionamento que lhe é feito,ou seja se você me pede para explicar algo e determina o rigor,nada mais justo que ao lhe pedir também explicações eu possa determinar no mínimo o mesmo rigor. Justo? Tenho certeza que o leitor responderá,sim. Vamos lá então.

1) Peço licença aos ateus para conjeturar com eles a respeito do conceito do Deus que é revelado na Bíblia,cientes que os mesmos não crêem e respeitando este seu direito,necessito apenas que considerem o conceito,ou seja um Deus que criou o universo,que existe antes de haver tempo e espaço,portanto muito além da capacidade da mente humana alcançar.Este Deus inspira um livro,onde tem determinado baseado na sua vontade ( se temos vontade,porque não ele,que pode ter o que temos e o que não temos,novamente considerando o conceito de Deus,independentemente de crer ou não) o que Ele deve revelar e o que não,por motivos que não sabemos. E Ele mesmo deixa isso explícito no seu escrito:” As coisas ocultas pertencem ao Senhor Deus,porém as reveladas nos pertencem....”(Dt 29:29).Ora,é perfeitamente lógico que considerando o conceito de um Deus que existe antes de haver o próprio universo,Ele pode saber o que deve ser revelado e o que não. Basta imaginar um grande empresário,que sabe quando e o que dever revelar a seus filhos sobre seu negócio,e quando não deve fazê-lo.

2) Nenhuma pessoa instruída alegaria ser capaz de explicar completamente todas as dificuldades bíblicas. Contudo é um erro o crítico pressupor que o que não foi ainda explicado,nunca o será.Quando um cientista se depara com alguma anomalia na natureza,ele não desiste de fazer cuidadosos exames científicos adicionais.Nenhum cientista verdadeiro desiste de seu trabalho simplesmente porque não consegue explicar um dado fenômeno. Houve épocas em que os cientistas,por exemplo,não tinham explicações para fenômenos naturais,como os meteoros,os eclipses,os tornados,os furacões e os terremotos. Todos estes mistérios se renderam á perseverança da ciência. Em uma postagem anterior coloquei dez perguntas para as quais a ciência ainda não tem nenhuma resposta.Ao contrário do que muitos pensam até conceitos muito bem estabelecidos na ciência ainda são questionados,por exemplo a teoria da relatividade de Einstein é a teoria da física mais bem comprovada até hoje,e encontra cientistas que não estão satisfeitos,pelo fato da mesma não ser possível conciliar com a física quântica,por isso buscam uma teoria unificada. Caso Não a encontrem,uma das duas tem de ser descartadas a teoria da relatividade ou a física quântica. O problema é que ambas se revelam verdadeiras pelos experimentos.Deveríamos então dizer que toda a ciência é uma contradição?Lembre-se agora do padrão de justiça que estabelecemos no início.

3) Portanto pelo padrão que estabelecemos de justiça,o qual deve ser acatado pelos críticos da Bíblia senão estarão fora da razão,o que até hoje não foi explicado na Bíblia,não significa que é inexplicável.Da mesma forma que para a ciência discrepâncias não significam contradições,pelo critério da lógica e justiça,não podem tampouco serem qualificadas de contradições possíveis discrepâncias da Bíblia.

4) Por que buscar uma resposta se há uma pré-suposição de que ela não exista.Da mesma forma perseverante do cientista,o estudioso da Bíblia tem sido recompensado em sua fé e pesquisa.Muitas dificuldades para as quais vários eruditos do passado não tinham explicações já foram superadas através da história,arqueologia,lingüística e outras disciplinas. Durante anos um dos argumentos,vejam só,dos críticos para Moisés não ter escrito o Pentateuco era a alegação de que a escrita ainda não existia na época dele. Hoje se sabe que a escrita existia milhares de anos antes dele.A Bíblia foi muito criticada por falar dos Hititas(Heteus),por ser um povo completamente desconhecido dos historiadores,até que a arqueologia achou uma biblioteca hitita na Turquia. Se formos rejeitar a Bíblia,por dificuldades ainda não explicadas,temos de rejeitar toda a ciência.

5) Ás vezes um ensinamento bíblico se apóia num pequeno detalhe histórico(Hb 7:4-10),numa palavra ou numa frase(At 15:13-17),ou mesmo na diferença entre o singular e o plural(Gl 3:16).As interpretações humanas não são infalíveis.Podemos estar errados quanto á alguma coisa da Bíblia. A Bíblia não muda,mas nossa interpretação pode mudar.Os seres humanos são finitos,e seres finitos cometem erros.É por isso que há borrachas para lápis,corretores líquidos para textos datilografados,e tecla “apaga’ no computador. Embora para aquele que crê a Palavra de Deus seja perfeita(Sl 19:7).Enquanto existirem seres humanos imperfeitos,haverá erros de interpretação das escrituras e falsos pontos de vista deles decorrentes.

6) Em vista disso, não devemos nos apressar em considerar que determinado preceito científico hoje amplamente aceito,seja a palavra final acerca do ponto em questão. Teorias que foram predominantemente aceitas no passado são consideradas incorretas por cientistas do presente. Nesse sentido básico, a ciência e as Escrituras não estão em contradição. Somente as opiniões humanas ,finitas e humanas acerca da ciência e das escrituras é que podem entrar em contradição.


7) Talvez o erro mais comum dos críticos seja o de tirar um texto de seu próprio contexto. Como diz o adágio,” um texto fora do contexto,é simplesmente um pretexto”. Tudo se pode provar a partir da Bíblia por meio deste procedimento errôneo. A Bíblia diz “ Não há Deus”(Sl 14:1). É claro que o contexto diz: “ Não há Deus,diz o insensato em seu coração”. Jesus disse: “Dá a quem te pede”(Mt 5:42). Se não atentar para o contexto alguém pode afirmar,que temos a obrigação de dar uma arma a uma criançinha ou uma bomba atômica para o Osama,simplesmente por terem pedido.



CONTINUA NA PRÓXIMA POSTAGEM...

FAZENDO JUSTIÇA A DARWIN






Assim como existem muitos ateus militantes fundamentalistas, que se opôe á Bíblia pelo simples fato de não suportarem a idéia da existência de um Deus criador que se relaciona com o homem.Muitos cristãos por não aceitarem a teoria da evolução,(e não é preciso explicar o motivo,uma vez que vários cientistas e pessoas da mais elevada capacidade intelectual também a rejeitam),têm um conceito inadequado a respeito de Charles Darwin. Há vários anos estudando este assunto de maneira criteriosa e com um estudo meticuloso do tema,achei necessário para o bem do conhecimento e a lisura de meu posicionamento,o qual se baseia em pesquisa e ciência,decidi pesquisar a vida do autor da "Origem das Espécies",obra que é a bíblia do evolucionismo,e portanto do ateísmo.Como o número de biografias que já foram publicadas sobre ele é grande,minha escolha caiu sobre o livro escrito pelos evolucionistas Adrian Desmond e James Moore. O primeiro estudou na Universidade de Londres e em Harvard,é doutor em paleontologia e história da ciência;o segundo ensina história da ciência na Open University de Londres,tendo também ensinado a mesma matéria como professor visitante em Harvard entre 1992 e 1993 . Minha escolha desta como a melhor biografia de Darwin a ser lida,não se deveu ás cerce de 700 páginas,com inúmeras notas e ilustrações,mas sim aos excelentes comentários proferidos por fãs do naturalista,a maioria de evolucionistas,o que ao meu ver carimba a fidelidade da obra com a vida de Darwin,apresentada em " Darwin,a vida de um evolucionista atormentado". Só para citar uma destas opiniões ,vejamos o que diz Stephen Jay Gould,um reconhecido biólogo e paleontólogo evolucionário: " inquestionavelmente,a melhor biografia já escrita sobre Darwin,Desmond e Moore são brilhantes.


A leitura deste livro me mostrou que a opinião de muitos cristãos e deístas favoráveis á Bíblia,com relação á Darwin é equivocada. Minha conclusão a respeito de Charles Darwin é a seguinte: Um homem incomum,sem traços de arrogância,bem intencionado e corajoso,como revelou durante a viagem ao redor do mundo no Beagle,uma das grandes expedições realizadas no passado. O caráter de Darwin era exemplar. Excelente pai,esposo amoroso,como homem de posses que era,fazendo parte da elite,suas atitudes eram louváveis. Com os serviçais era de uma bondade e respeito impressionante;generoso e justo,tratava-os com uma consideração incomum á maioria da famílias abastadas da Inglaterra na época. Abominava a escravidão e criticava duramente os que se beneficavam dela. O carinho e amor recíproco entre ele e a esposa Emma é tocante.


Sofreu praticamente a vida toda com uma saúde frágil,principalmente com problemas estomacais,o que valoriza ainda mais a dedicação que tinha em tudo que se propunha fazer.Tal sofrimento não foi nada perto do que passou quando da morte de sua querida filha Anne,aos onze anos de idade,filha esta que lhe enchia de carinho e era segundo dizia,uma luz em sua vida.Portanto creio ser necessário mostrar ao leitor que quando aqui combato a doutrina da teoria da evolução como a bíblia do ateismo militante fundamentalista,e cito Darwin,o faço com relação á teoria e não á pessoa do mesmo. Darwin apresentou muitas dúvidas sobre as idéias que expressou em seu livro,não apenas pelo cuidado que tinha com Emma,uma cristã convicta,mas também porque no seu íntimo questionava se a seleção natural era a única razão da existência da vida. Na última noite de sua vida,sentindo dores terríveis,amparado pelo filho Frank e a filha Henrietta,chorou impotente dizendo: " Oh Deus! Oh,meu Senhor!(Desmond & Moore,pg.671). Em seguida perguntou " cadê mamãe" e expirou nos braços de Emma,no dia 19 de abril de 1882.


Considerando a vida de Darwin e suas próprias dúvidas,acho muito provável,que se ele tivesse vivido para ver os avanços da ciência,em especial da biologia molecular,da genética,e do conhecimento que se têm hoje(defendido até por cientistas ateus) da impossibilidade de que a vida tenha surgido ao acaso,e que as espécies intermediárias,continuam a ser um sonho dos evolucionistas;com a coragem com que sempre viveu,reconheceria o erro da teoria da evolução. A crítica aqui á teoria da evolução,não é á pessoa de Darwin,e sim a um grupo de pessoas que procuram justificar seu ateísmo(respeitando o direito que os mesmos tem de optar por esta filosofia),colocando-se sob a capa de uma pretensa ciência. Não critico Darwin,que no leito de morte invocou a Deus,critico isso sim,o fundamentalismo disfarçado de ciência.

CURTAS...





Professor doutor em bioquímica Michael Behe declarou em uma entrevista,sobre o preconceito contra cientistas que rechaçam a teoria da evolução,: “ Há uma boa razão para se ter medo. Mesmo se não for despedido de seu trabalho,você será facilmente esquecido para promoções. Eu advertiria fortemente estudantes de graduação que são céticos em relação à teoria de Darwin,que não deixem que suas opiniões a respeito sejam conhecidas”( Willian A. Dembski, Uncommon Dissent,IS Books,2006,34). È uma ironia os evolucionistas acusem qualquer cientista teísta,ou que aceitam a Bíblia, ou defensor do design inteligente como fundamentalistas religiosos,pois se olhassem para os próprios umbigos veriam que em matéria de fundamentalismo e/ou religião os darwinistas são incomparáveis.


Em 1966 em um debate de darwinistas com Murray Eden,professor de engenharia elétrica do MIT e o matemático francês Marcel P. Schutzenberger. A razão do debate foi advento das primeiras calculadoras eletrônicas em 1966 as quais trouxe uma grande dor de cabeça para os evolucionistas uma vez que podiam produzir fabulosos cálculos em poucas horas e mais tarde em poucos momentos. Através deste recurso a seleção natural de mutações aleatórias foi submetida á teoria das probabilidades,e matematicamente ficou evidenciado que nem a seleção natural nem as mutações poderiam produzir as mudanças requeridas pela teoria da evolução. Repetidamente foram tentados novos algoritimos,mas em sucesso. Não teve jeito,os cientistas evolucionistas reconheceram os resultados matemáticos como o primeiro sinal de desastre da teoria. A evolução não era possível. Schutzenberger mostrou aos participantes no Wistar Institute que os computadores podiam simular dados em milhões de anos no passado,e que era totalmente impossível para as “mutações aleatórias” ou qualquer mutação( só existem danosas e geralmente letais) produzir uma mudança evolucionária benéfica. Ele ainda acrescentou: “ há uma considerável lacuna na teoria neo-darwiniana da evolução,e consideramos que esta lacuna é de tal natureza que não pode ser suprida com a corrente concepção da biologia." . Schutzenberger posteriormente lecionou no MIT e em Harvard. Eleito para a Academia Francesa de Ciências,tornou-se um vigoroso oponente do modelo evolucionista. O grupo de Eden,declarou em resumo,que era matematicamente impossível para as minúsculas variações de Darwin formarem um novo organismo. Quando perguntados se acreditavam em Deus,eles gritaram para a audiência,”NÃO!” Sua questão era de que a teoria evolucionária não tinha eco na matemática.


Como pode o leitor perceber debates é o que não faltavam,embora quando defendem a evolução os adeptos de Darwin sempre empregam o termo “indiscutível” para se referir ás suas idéias. Em 1981,Luther Sunderland entrevistou três famosos paleontologistas,os quais juntos eram responsáveis pelas maiores coleções de fósseis no mundo. Dr. Collin Patterson do Museu Britânico de História Natural(Londres),Dr. David Raup, do Museus de Campo de História Natural de Chicago,e Niles Eldregde, do Museu Americano de História Natural ( Nova Iorque). As três entrevistas foram gravadas com a permissão dos cientistas. Sobre a supervisão destes três homens estava 50% de todos os fósseis coletados no mundo. Cada um deles tinha uma vida inteira de experiência com a paleontologia,e todos admitiram que não havia nenhuma espécie transicional! Uma outra autoridade do Museu Americano,explicou como eles selecionavam quais os ossos seriam chamados “ ancestrais do homem”: “Tínhamos de ter alguns ancestrais. Então pegávamos aqueles. Por que? Porque sabemos que eles tem de estar lá,e estes eram os melhores candidatos. É desta maneira que tem funcionado por muito tempo,não estou exagerando.”. ( Gareth Nelson,quoted in phillip Johnson, Darwin on Trial,p. 76(1991) ).


As declarações a Sunderland devem ter feito Collin Patterson pensar. Como resultado,Patterson, curador chefe do Museu Britânico viajou de uma conferência á outra,e em todo lugar que falava,ele perguntava a mesma coisa: “ Pode o Sr. me dizer uma coisa a respeito da evolução que seja verdade,apenas uma?" Patterson era um especialista de longa data no examinar e diferenciar entre várias espécies de fósseis,contudo em toda sua vida de pesquisa ele não achou nenhuma espécie transicional( nenhuma evidência de mudança de uma espécie em outra). Desgostoso,ele abertamente expressou sua frustação em todo lugar que ia. Os evolucionistas ficaram horrorizados! Na Conferência sobre a Evolução de Nova Iorque,neste mesmo ano, Patterson leu um documento no qual ele declarou que a evolução era “ positivamente anti-conhecimento” e acrescentou, “ por toda minha vida fui enganado em tomar a evolução como uma verdade.” Mais tarde comentando sobre esta chocante confissão, Michael Ruse,no “New Scientist”(junho 25),disse que o número crescente de críticos á teoria da evolução incluía muitos com “as mais altas credenciais intelectuais.”


Lembram-se de Sir Francis Crick,o descobridor do DNA? Foi neste ano de 1981 que ele publicou seu livro “ Life Itself”( A vida por si mesma”),onde propôe que a vida teria chegado à Terra trazida por alienígenas. Na obra ele repudia totalmente a teoria da evolução,declarando que não existe absolutamente nenhuma evidência que a suporte. A teoria de Crick por mais fantástica que pareça,é baseada em algo extremante positivo no combate à mentira evolucionária,ou seja, a evidência em que Crick se sustenta é a de que a vida por si mesma é tão surpreendente que não poderia jamais surgir ao acaso. “ Uma pessoa honesta,armada com todo o conhecimento disponível a nós no momento,pode apenas declarar que de certa forma, a origem da vida no momento parece ser quase um milagre,tantas são as condições que teriam de ter sido satisfeitas para fazê-la aparecer”( Francis Crick,Life Itself) .


Em 1984, Karl Popper um dos principais filósofos da ciência no mundo,declarou que “ seleção natural” era um termo ridículo,uma vez que na verdade não dizia nada,e tampouco o fazia “ sobrevivência do mais apto”. Com relação ao primeiro termo ele corretamente disse que a aleatoriedade ( a causa da mudança evolucionária) não pode ‘selecionar’ nada útil,positivo,ou progressivo. Sobre o segundo termo declarou: “ ...é claro que o mais apto sobrevive,mas isso não prova a evolução!” (A Pocket Popper,pp. 242-243) .




Michael Denton era um bioquímico educado na Inglaterra e médico em um departamento clínico num hospital de Sidney,Austrália. Por ter se tornado cético com a teoria ele começou a escrever seu livro em 1980. Após sua publicação em 1985 ele foi fortemente atacado pela imprensa pública. Michael Ruse e Niles Eldredge o denunciaram em jornais científicos.( Eldredge, juntamente com Gould anteriormente denunciaram a teoria da evolução em favor de sua idéia sobre o equilíbrio pontuado,onde a cada 50.000 anos,milhões de mutações ocorriam e de uma ovo de réptil podia nascer um pássaro. Agora ele estava denunciando um livro que refutava a teoria que ele mesmo antes rejeitara e depois voltara atrás.). Comentando sobre o livro de Denton Philip Spieth alertou em um jornal científico: “ Há uma crise de proporções fatais na biologia evolucionária ”.

The Science Framework” ( Estrutura da Ciência,orientação para o currículo e ensino da ciência nos EUA), : “ Aos estudantes nunca deveria ser dito que “muitos cientistas” pensam isso ou aquilo. A ciência não é decidida pelo voto,mas pela evidência. Nem deveria ser dito aos alunos que “ cientistas acreditam”,a ciência não é uma questão de crença,ao contrário é uma questão de evidência que deve ser sujeita aos testes observacionais e argumentos objetivos... Mostrem aos estudantes que nada na ciência é decidido apenas porque alguém importante disse que isso é assim (autoridade),ou porque é desta maneira que tem sido feito( tradição).


Assim como um disco de computador,o DNA não têm inteligência própria.Os códigos complexos e propositais de seu "programa mestre" só pode ter se originado do lado de fora.Em um programa de computador, os códigos originais foram introduzidos lá por um ser inteligente, um programador. Da mesma forma, com o DNA, percebe-se claramente que a inteligência deve ter vindo primeiro, antes da existência do DNA.O DNA mostra marcas indiscutíveis de fabricação inteligente. O cientista Arthur Ernest Wilder-Smith ,PhD em química orgânica,assim se manisfesta sobre a origem dos códigos de DNA encontrados em cada planta e animal: "... uma tentativa de explicar a formação do código genético a partir dos componentes químicos do DNA... é comparável à suposição de que o texto de um livro surgiu das moléculas do papel onde as frases aparecem, e não de qualquer fonte externa de informação"(Arthur E. Wilder-Smith, The Natural Sciences Know Nothing of Evolution (Santee, California: Master Books, 1981), p. 4.).
"Como um cientista, eu estou convencido de que a pura química de uma célula não é suficiente para explicar o funcionamento de uma célula, embora o funcionamento seja químico. As operações químicas das células são controladas por informações que não residem nos átomos e moléculas da célula.
Há um autor que transcende o material e a matéria de que esses filamentos são feitos. O autor primeiramente concebeu a informação necessária para fazer uma célula, então a escreveu e depois a fixou em um mecanismo que a lesse e pusesse em prática - assim as células constroem-se sozinhas a partir da informação..."(
Arthur E. Wilder-Smith, in Willem J.J. Glashouwer and Paul S. Taylor, The Origin of Life ).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

OS DEZ MANDAMENTOS DO ATEU MILITANTE FUNDAMENTALISTA






1) Amar a Darwin e a teoria da evolução sobre todas as coisas.

2) Rejeitar qualquer pesquisa desfavorável á crença na teoria da evolução

3) Considerar como tola qualquer pessoa que creia na Bíblia,não importando sua capacidade intelectual.

4) Não ficar alheio a qualquer manifestação favorável a Bíblia,escrita ou não,agindo imediatamente para combatê-la.

5) Não estudar de forma alguma qualquer obra sobre a Bíblia de pessoa culta,principalmente cientista

6) A Bíblia é uma mentira e afirmar o contrário é uma heresia contra a sagrada doutrina do ateísmo.

7) Quando um cientista ateu defende a teoria da evolução,por mais absurdos que sejam os argumentos,é ciência.

8) Quando um cientista defende a Bíblia,por mais lógicos que sejam os argumentos,trata-se de fanatismo religioso.

9) Todo ateu deve declarar que é falsa a alegação dos inimigos do ateísmo de que defendemos que o homem veio do macaco,o que professamos é que o homem descende da primeira ameba.


10) A teoria da evolução é nosso deus,Darwin é o seu profeta,e a Origem das Espécies é a verdadeira bíblia.

ENTREVISTA COM SIR FRED HOYLE(Fictícia,porém possível)





Victoria station,Londres,08:05 da manhã o trem sai pontualmente com destino a Broadstairs,cidade litorânea,no condado de Kent,a Bordo,eu Willian Smith,um jornalista cientìfico no início da carreira,prestes a entrevistar Sir Fred Hoyle,um dos maiores astrônomos da era moderna. O encontro foi conseguido após um email despretencioso para o escritório do cientista,com a proposta de oferecer ao renomado astrônomo ser entrevistado por um jovem iniciante jornalista para variar os encontros comuns entre ele e os maiores nomes do jornalismo científico. Para minha surpresa e satisfação proposta aceita.
10:05,pontualmente o trem chega a estação de Broadstairs ,local escolhido por ele,uma vez que estava ali descansando após uma das inúmeras conferências proferidas para platéias de estudantes e cientistas. Excelente escolha,uma cidade calma,pequena,que atraiu Charles Dickens para ali residir alguns anos de sua vida.
Em poucos minutos já estou na recepção do hotel Albion,um edifício do século XVI,com uma decoração também relembrando os dias de Newton,não poderia haver lugar melhor para se encontrar um cientista.
_Bom dia,meu jovem,como foi a viagem?
Assim adentrou o astrônomo o salão de leitura onde eu o aguardava,agora um pouco ansioso e com um friozinho na barriga,o que não poderia ser diferente para um jovem jornalista,prestes a entrevistar um cientista do primeiro escalão.
_ Bom dia,Sir Hoyle,espero ter sido pontual.
_”on time”,Sr. Smith,”on time”.
_Creio ser melhor iniciarmos,uma vez que quero ser fiel ao tempo que lhe pedi e que o Sr. gentilmente me cedeu.
_Como quiser,espero poder atender ás suas expectativas. Respondeu Sir Hoyle,com um sorriso
que teve o efeito de um ansiolítico para meu nervosismo. E assim comecei.
_ Sir Hoyle,é verdade que o termo “Big-Bang”,para a teoria sobre o início do universo,foi cunhado pelo Sr.,e com uma intenção crítica? Por que?
_Correto,Sr Smith, quando surgiu as primeiras defesas para uma origem do universo,a idéia que eu e muitos outros defendiam,era a de um universo estático,portanto sem um início e sem um fim. Por esta razão eu não comungava com a idéia de uma explosão inicial a partir de um ponto de densidade crítica,que teria iniciado o universo e o tempo,então o chamei ,com ironia,de Big-Bang. O termo foi adotado,e hoje denomina a teoria de maior consenso,para a origem do universo. Não recebo direito autoral,se você quer saber. Acrescentou com risos.
_ O Sr. hoje aceita esta teoria do Big-Bang. Perguntei com algum receio .
_Evidente que sim. Respondeu ele firmemente,e acrescentou: Sou um cientista, tenho de atentar constantemente aos dados apresentados. Após a descoberta ,por Penzias da Radiação em microondas de fundo,o desvio para o vermelho da luz de galáxias distantes,mostrando que estas estavam se afastando de nós, a idéia de um universo estático caiu por terra. O termo que criei com ironia,hoje o utilizo em defesa desta idéia.
_Esta necessidade de mudar de opinião,de alguma forma incomodou o Sr.?
_De forma alguma,meu jovem. Qualquer cientista,que preze a razão deve estar pronto para isso. Certa vez ouvi uma frase,não me lembro de quem,a qual tenho como básica para qualquer homem da ciência: “Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante,do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”
_ O Sr. é ateu,Sir Hoyle?
_As pessoas me qualificam como ateu,mas prefiro me definir como agnóstico. Na verdade tenho a opinião de que nenhum cientista que visualiza o conhecimento que temos hoje do universo,se considere um ateu para si mesmo,ainda que possa dizer que o é.
_Como assim,não entendi?
_ Muito simples, a ciência hoje alcançou um conhecimento enorme a respeito das características do universo e da vida,no entanto quando olhamos para o que não sabemos,e para o fato de que o universo teve um início a partir do nada,antes de haver matéria , tempo e espaço, parece que somos um bando de analfabetos diante de uma enciclopédia britânica,a qual não conseguimos ler. Se você ler os grandes cientistas da física e astrofísica de hoje,como Hawkings,por exemplo e afirmar que o mesmo é um ateu,serei obrigado a dizer que você está colocando palavras na boca dele. Diante das descobertas a que Hawkings tem se deparado,alguma delas tendo ele uma participação ativa, a opção por Deus é vista claramente em seus escritos,ainda que como conceito de um Deus impessoal.Mesmo que ele se declare Ateu,só acreditarei se ele negar a autoria de seus livros,pois o que li ali revela um cientista que considera a possibilidade de um Deus criador,como uma opção a não de desprezar.
_E quanto a Einstein?
_ Einstein,se irritava quando era qualificado de ateu,pelo fato de não crer em um Deus pessoal, e lamentava o fato de muitos o definirem desta forma,por conta disso declarou explicitamente,que não era ateu nem panteísta. Esta questão sempre foi tratada de uma maneira misteriosa por ele.
_O Sr. é tido como um crítico ferrenho da teoria da evolução,a ponto de ter escrito um livro,levantando a hipótese de extra-terrestres terem sido os semeadores da vida na terra,como uma opção mais possível do que o surgimento da vida aleatoriamente,segundo o modelo naturalista. O que poderia dizer sobre isso?
_Não sou um critíco,sou uma pessoa que se atenta á probabilidade dos fatos. Não jogo na loteria pois as probabilidades de que vou perder meu dinheiro e não ganhar nada são enormes. E quando olhamos para a probabilidade do surgimento da vida a partir de uma sopa de elementos primevos que teriam se combinado tornando o inorgânico em orgânico,originando a primeira célula,uma estrutura viva,com um funcionamento mais complexo do que qualquer máquina já criada pela inteligência humana, com o DNA e o RNA,verdadeiros códigos,impossíveis de surgirem ao acaso,e ainda o desenvolvimento até a forma mais inteligente de vida,a humana; ao atentar para a probabilidade disso ocorrer,chega-se ao zero de probabilidade. Na verdade Chandra Wickramasinghe,meu ex-aluno,atual professor de matemática aplicada e astronomia da Universidade de Cardiff,e diretor do Centro Cardiff de astrobiologia,um dos maiores especialistas no assunto,reconhecido internacionalmente,calculou esta probabilidade e concluiu que a mesma é de uma chance em 10 elevada a potência 100.000.000.000. Considerando que nosso universo tem apenas 15 bilhões de anos,esta possibilidade é gêmea do zero. Extraterrestres terem semeado a vida aqui ,apesar de até hoje os esforços dos projetos que buscam contato com vida lá fora,não terem captado nem um espirro, é uma possibilidade mais sensata que a de Darwin.
_O que o sr. acha de Richard Dawkings?
_O ateu militante ou o biólogo?
_Ambos.
_Já tive oportunidade de conversar com o Richard,e infelizmente devo dizer que se ele desejasse estudar astronomia comigo,eu educadamente recusaria. Como você pode conversar com alguém que quando sua opinião diverge da dele, ao invés de atentar ainda que discorde,ele prefere dizer que você não entendeu o que ele disse? E como defensor da teoria da evolução os argumentos que ele usa demonstram muito mais um fanatismo por uma idéia do que razão científica.
_Pode explicar melhor?
_Veja você que em seus livros defendendo a teoria da evolução ele evoca o exemplo levantado por Thomas Huxley,o bulldogue de Darwin,que afirmou que seis macacos ,digitando aleatoriamente por milhões de anos,eventualmente digitariam todos os livros do Museu Britânico. O cibernético David Foster fez cálculos para checar este tipo de declaração e o resultado é o seguinte: Calculando o número real de permutações de uma linha de uma cópia,com 50 letras por linha,40 linhas por páginas,com um tamanho médio de livro de 350 páginas dos 700.000 livros do Museu na época de Huxley. A conclusão é que eles poderiam digitar somente metade de uma linha de um livro caso eles digitassem pelo tempo de duração do universo.
O Richard modernizou esta versão alegando em um de seus livros que tropas de macacos trabalhando freneticamente ao acaso em máquinas de escrever poderiam em determinado tempo produzir a obra de Shakespeare. Pedi ao Chandra para calcular esta probabilidade,nesta nova versão alegada por Dawkings. Sabe o que ele me disse?
_Não,continue,por favor.
_ Segundo Chandra,tropas de macacos trabalhando freneticamente ao acaso em máquinas de escrever não poderiam produzir obras de Shakespeare,pela razão prática de que todo o universo observável não é grande o suficiente para comportar os bandos de macacos necessários ,as máquinas de escrever necessárias,e certamente as cestas para depósito de papel desperdiçado nas tentativas frustadas. O mesmo é verdadeiro para material vivo. Fico com a opinião de Chandra,é matemática.

_ Em uma frase,como o Sr. Definiria então a teoria da evolução?
_ Uma fábula.
_ Dawkins também escreveu um livro criticando a Bíblia,qual a sua opinião a respeito da Bíblia?
_ É um assunto muito interessante.Como já disse,sou um agnóstico,não creio em um Deus pessoal,e tenho minhas dúvidas quanto a existência de Deus. No entanto vejo que muitos cientistas que se dizem ateus,o fazem em geral tendo em mente o Deus bíblico,o que eu até entendo.Mas o curioso é que o fazem muitas vezes demonstrando uma rejeição exagerada,que os impede de atentar para o fato de que como cientistas não podemos ser fundamentalistas em nada,mas nos aprofundarmos no conhecimento de tudo,inclusive da Bíblia,até porque mentes tão preparadas e até mais do que as nossas consideram seriamente este livro.
_O Sr. Já procurou conhecer melhor este livro?
_Sim,e me surpreendi com o fato de que várias descobertas da ciência que levaram anos para serem percebidas por nós,estão ali claras no texto bíblico,como por exemplo a questão da relatividade do tempo,prevista na teoria de Einstein. Quando a Bíblia diz que um dia para Deus é como mil anos e mil anos é como um dia,isso claramente revela a relatividade do tempo de acordo com o referencial. Portanto o próprio conceito dos dias da criação,se tomados considerando a teoria da relatividade,não confrontam de forma alguma com a ciência,pois até a criação do homem,o único referencial é o Deus(supondo a Sua existência),ou seja, um dia com duração de mil anos,5 milhões de anos ou 15 bilhões de anos,são completamente possíveis se há apenas um referencial. E veja que interessante,o momento em que Deus e o Homem passam a ter o mesmo referencial,ou seja a partir da criação deste,a história e a Bíblia se ajustam completamente no tempo. Outra coisa interessante é que a biblia fala da segunda lei da termodinâmica,séculos antes desta ser conhecida,evidente que nos termos acessíveis ás pessoas da época,” os céus envelhecerão como vestimentas”. Se ajuntarmos o que é dito em Isaías “ que Deus criou os céus e os estendeu” e quando Paulo fala “ ...entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.”, Ora,a teoria do Big-Bang diz exatamente isso que o universo surgiu antes da matéria e do espaço,e que os céus estão se estendendo,a semelhança é impressionante.Não se pode menosprezar um livro que escrito há milhares de anos apresente tal precisão científica.
_Mas...
_E digo,mais,me desculpe,esqueci um ponto importante.
_Claro,prossiga.
_Algo,realmente impressionante,que comentei em uma de minhas palestras,quando me perguntaram,sobre o que eu achava da possibilidade do Deus da Bíblia ser real e não os de outras religiões. Minha resposta foi sincera,pois sou um agnóstico,mas fiel ao meu pensamento,expûs a eles algo que me intriga profundamente que é o seguinte: Uma das razões pelas quais os escritores bíblicos tinham um conceito mais elevado de Deus do que do universo,era porque eles,dentre todos os povos antigos,acreditavam em um Deus que havia criado o universo-e não em um universo mágico de onde nascerão os deuses. Somente os hebreus eram verdadeiros monoteístas e apenas eles acreditavam em um Deus que existia antes de o universo ser criado. O conceito de deuses situados absoluta e diretamente dentro do universo era comum nos tempos antigos por todo o Oriente Próximo. O posicionamento diferenciado dos hebreus nesta questão era evidentemente impressionante. Portanto a Bíblia em minha opinião,não pode ser considerada no mesmo nível de qualquer outro livro sagrado desta ou daquela religião,há evidências incontestáveis de que é um livro diferenciado.
_ Entendo,realmente impressionante. Mas ainda sobre esta questão da Biblia,recentemente ouvi um ateu militante, criticar e apontar erros como por exemplo que a Bíblia diz que o ouro enferruja.
_Ah! Esta é uma das razões que me fazem criticar os ateus,que muitas vezes ao invés de estudarem e deixarem de ser religiosos em sua rejeição a Deus e a Bíblia,chegam a ser desonestos. Esta pergunta me foi feita na mesma conferência que mencionei anteriormente,o que me despertou o interesse de checar. Há uma Bíblia ali na estante,vou mostrar-lhe porque eu prefiro ser agnóstico e não ateu. Veja,está em Tiago . Você precisa ler os três versículos para entender: “ Ouvi,agora,ricos,chorai,lamentando pelas misérias que virão sobre vós. As vossas riquezas apodreceram ,e as vossas roupas foram comidas pelas traças;o vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram,e a sua ferrugem será um testemunho contra vós,e devorará a vossa carne como fogo.” Ora,não existe nenhuma dúvida,não sendo necessário nem uma capacidade grande de entendimento textual para se perceber,que o texto está usando uma linguagem conotativa. Veja,nem toda riqueza apodrece,se você tiver um vaso ming em sua casa e não o quebrar ele durará milênios. O autor aqui quer mostrar que a situação é tão negativa que até o ouro se enferrujou,ou seja uma situação completamente fora da normalidade,como é a ferrugem devorar a carne. No texto aqui ainda que a pessoa não tivesse ouro entre suas riquezas,a mensagem está subentendida. Alegações como esta feitas pelos ateus, são contrárias á inteligência.
_Bem,Sir Hoyle,nosso tempo acabou. Como disse serei fiel ao tempo,para ser merecedor de outro encontro no futuro. Gostaria de dizer-lhe que eu tendia mais para o ateísmo,mas aprendi com o Sr. que sendo um agnóstico,minha mente estará mais aberta.
_È verdade,meu jovem,como já dizia Shakespeare: "Há mais mistérios entre o céu e a terra, do que sonha nossa vã filosofia". Estude,não se feche a nenhum conhecimento,e principalmente não seja fundamentalista.
_Muito obrigado,Sir Hoyle. Alguma palestra por estes dias?
_ Não,meu caro,só descanso. Hoje a noite vou assistir Harry Potter no cinema aqui da cidade.Afinal um pouco de imaginação,faz bem a um cientista.
_ Até a próxima então.
_Até lá,bom retorno.
Sir Fred Hoyle faleceu em 20 de agosto de 2001. Foi um dos maiores astrônomos da era moderna,para muitos o maior. Há uma estátua em sua homenagem no gramado do Instituto de Astronomia de Cambridge. Só pôde assistir ao primeiro filme de Harry Potter.








domingo, 6 de setembro de 2009

CIENTISTA SÁBIO!



Existem livros inteiros escritos por cientistas,estudiosos da história da ciência,inclusive ateus,que ficaram assombrados com verdades científicas que foram descobertas e as mesmas estavam á disposição na Bíblia. A Bíblia se harmoniza com a Teoria da Relatividade: “Para o senhor um dia é como mil anos,e mil anos é como um dia” e com as leis da termodinâmica: “ os céus envelhecerão como vestimentas”,só para citar alguns. Como os ateus-militantes-fundamentalistas,são pouco afeitos á busca por conceitos que diferem dos seus, faço aqui duas indicações: O Genêsis e o Big-Bang- Gerard Schroeder(Phd em astrofísica),e Mostre-me Deus -Fred Heeren,Jornalista especializado em ciências, cético. Conhecendo bem o Ateu-militante-fundamentalista, duvido que se darão ao trabalho,e para poupar-lhes sugiro darem atenção ao pensamento do astrônomo respeitado internacionalmente Robert Jastrow,agnóstico declarado,que em seu livro God and the Astronomers(Deus e os astrônomos)após considerar a descoberta de que o universo teve um começo e que a ciência é incapaz de descobrir o que houve antes dele,conclui:


PARA O CIENTISTA QUE VIVEU ACREDITANDO NO PODER DA RAZÃO,A HISTÓRIA TERMINA COMO UM PESADELO. ELE ESCALOU AS MONTANHAS DA IGNORÂNCIA;ESTÁ PERTO DE CONQUISTAR O PONTO MAIS ALTO;Á MEDIDA QUE SE ESFORÇA PARA ALCANÇAR A ÚLTIMA ROCHA,ELE É RECEBIDO POR UM BANDO DE TEÓLOGOS QUE ESTAVAM SENTADOS LÁ HÁ SÉCULOS.

Não cessem de escalar,estaremos esperando!