domingo, 16 de agosto de 2009

AO LEITOR








Prezado Leitor: Em minha postagem anterior procurei mostrar que o fundamentalismo miliante ateu não suportou a idéia de que alguém se proponha a esclarecer as alegações que os mesmos fazem a respeito da Bíblia. O ódio mortal que sentem pela idéia de que a Bíblia é a palavra autêntica de um Deus que existe e se relaciona com o homem,é infinitamente maior que seu ódio á idéia da existência de Deus. Não pensem que exagero quando uso o termo ódio,mas vocês verão que é o termo mais adequado. Vejam vocês que em todas as postagens anteriores referentes a textos bíblicos,me ative á história,arqueologia,ciência,ou seja em nenhum momento apelei para a questão espiritual que envolve a fé,e não é objetivo de discussão.Como se não tivesse lido uma única página o Sr. Desmistificador vem colocar uma série de pensadores,a maioria de filósofos diga-se de passagem,enfatizando que qualquer um que crê na Bíblia é um estúpido. Fatos como Isaac Newton,considerado a maior figura da ciência em todos os tempos,ter gasto mais de seu tempo estudando a Bíblia do que física pois acreditava em sua veracidade,não sendo absolutamente religioso,o que qualquer um pode verificar lendo sua biografia, são ignorados pelos ateus. E não apenas Newton,mas várias outras mentes brilhantes,que foram mencionadas nas postagens anteriores(muitas outras serão mencionadas á frente). Como poderão ver por si mesmos,não existe a mínima possibilidade de se debater com alguém que antes de discordar de uma idéia, não suporta o fato de que existem pessoas, seja do mesmo nível cultural do seu ou até maior,ao invés de considerarem a aceitação da Bíblia um absurdo, afirmam que, justamente o fazem por serem pessoas esclarecidas e de capacitade intelectual,a qual os habilita a um julgamento que usa a inteligência e não um conceito religioso. Questões levantadas como cartilha pelo ateísmo militante fundamentalista,como a dúvida da autoria do Pentateuco por Moisés,demonstram a ignorância amparada pelo ódio á Bíblia.

Qualquer questão histórica,principalmente quanto mais antiga, suscita dúvidas que nunca poderão ser esclarecidas,e exatamente por isso,não pode ser usada só a seu favor. A tradição e as aulas de história apontam Homero como autor da Íliada,mas existem muitos outros historiadores que não concordam. Há ínumeras divergências sobre a causa da morte de Alexandre, o Grande ,e jamais se poderá ter certeza de qual a verdadeira. Júlio César teria sido avisado por uma mulher que sonhara sobre sua morte, a história coloca dúvidas sobre a veracidade disso. Ou seja,colocar esse tipo de dúvida como razão para tornar a Bíblia sem efeito; por não se ter certeza sobre um fato histórico,teríamos de colocar em dúvida todos os fatos históricos em que pairam ressalvas,ou seja teríamos de queimar todas os livros em todas as bibliotecas do mundo. Portanto prezado leitor,não vejo sentido em estabelecer um debate com o Sr. Desmistificador,pois minha experiência neste tipo de discussão,inclusive quando face a face,me mostrou que o mesmo é improdutivo. Entrar em uma discussão onde são usados um peso e duas medidas, faz qualquer um com o mínimo de sensatez declinar. Se um cientista ou intelectual do mais alto nível se declara um crítico da Bíblia,isso é algo que tem de ser levado em conta; ao contrário se um indivíduo com a mesmo nível deste,declara que considera a Bíblia um livro autêntico,tal pessoa não dever ser levado em conta pois é um fanático religioso.Creio que qualquer leitor sensato concordará que não existe possibilidade de debate com alguém que pensa assim.

Em vista de conhecer este comportamento do ateísmo militande fundamentalista,não por ouvir falar,mas por experiência real ,não perderei meu tempo com prejuízo da agenda de postagens. Muitos pontos levantados pelo Sr. Desmistificador,creio que poderei abordar dentro de postagens próximas. O endereço do Blog ateu fundamentalista está relatado em postagem imediatamente anterior a esta. O leitor que me acompanha estará á vontade para se inteirar das opiniões do Sr. Desmistificador,e poderá atentar para várias outras em diversos blogs disponíveis na internet. Eu seguirei uma agenda abordando não o entendimento literal da Bíblia,esta nunca foi a proposta do Blog, mas a sintonia entre a Bíblia,a ciência,arqueologia,etc. A literalidade e a não literalidade estão presentes em qualquer texto.
Segue para os leitores a comunicação que fiz ao Sr. Desmistificador:


“É lamentável Sr. Desmistificador que o Sr. caia na vala comum dos que não separam religião da crença em Deus e na Bíblia, separada do radicalismo,e quer defender sua idéia alegando que os ateus radicais responsáveis por inúmeros assassinatos eram "religiosos",é de dar pena tais argumentos. Quando se refere ao que esqueci quando dei numeros ás mortes em nome das duas correntes,de fato não esqueci de nenhum que o sr. comentou,como deixei também de considerar vários outros crimes cometidos por ateus. o Objetivo ali foi numerar milhões de mortes para mostrar a imbecilidade do fundamentalismo,seja de onde vier.Sua ira,o impede até mesmo de entender o objetivo de um texto. E querer refutar a crença em Deus e na Bíblia de várias mentes brilhantes,pelo fato de outras discordarem,é patético. Suas postagens são uma prova patente do retrato que apresentei do ateu-militante-fundamentalista. (sou lhe grato por isso,pois reforça a qualidade das minhas postagens).Ve-se claramente o ódio seu a qualquer pensamento,seja de quem for,a favor da Bíblia. Volta a dizer è de dar pena. Na verdade após terminar de ler seus argumentos,sou forçado a declinar de seu convite para o debate. Não se pode debater com alguém que se sente ofendido com a idéia da possibilidade de autenticidade da Bíblia.Um debate pode ser útil,quando uma das partes reconhece que deve usar a mente sem paixão,para se estiver errado,reconhecer. O sr, prefere a morte a mínima idéia da veracidade da Bíblia. Isso torna inútil qualquer discussão. Postarei novamente informando os leitores de minha decisão,e novamente informarei sobre seu blog.”

sábado, 15 de agosto de 2009

APRESENTANDO O Sr. DESMISTIFICADOR





Caros leitores:

Foi rápida a reação do ateísmo militante fundamentalista á criação de meu blog,e não poderia ser diferente uam vez que os mesmos qualificam suas opiniões como a mais alta expressão da normalidade de pensamento,enquanto nós que temos um pensamento favorável á existência de Deus e da credibilidade da Bíblia,somos a seu ver, a maior expressão da ignorância em um ser humano. No entanto só posso qualificar de providencial a existência do blog do Sr. Desmistificador,pois o mesmo assina embaixo a qualificação que faço dos ateus homens-bomba.(leia postagens referentes: Ateu Militante, ). O Sr.Desmistificador,me desafia a um debate,através de seus comentários postados em meu blog. O propósito inicial que apresentei deixa claro que o meu objetivo aqui é postar um material que já se prontifica a esclarecer (reservando o direito a qualquer um de discordar) os diversos questionamentos levantados pelos ateus. Uma vez que mais de 60 comentários foram postados pelo Sr. Desmistificador em apenas uma semana,optei por informar o mesmo,que ao invés de respondê-los em meu blog,eu o farei em artigos aqui ou comentários em seu próprio blog,segundo o tempo permitir e sem o prejuízo da agenda programada de publicação em meu blog (tenho por enquanto cerca de 50 postagens idealizadas para publicação). Evidente que não furtarei o meu leitor do direito ao contraditório- nós os “ignorantes” que cremos em Deus, ao contrário dos ateus entendemos que não é por que alguém não acredita no mesmo que nós sua opinião é lixo-,por isso segue aqui o endereço do blog do Sr. Desmistificador: http://www.abibliasemiluminatus.blogspot.com/.

Devo de fato agradecer ao Sr. Desmistificador a oportunidade de meus leitores terem á sua disposição a opinião de um ateu militante fundamentalista,mostrando aos mesmos que eu sabia do que estava falando quando os qualifiquei em meus artigos. Nosso antagonista se propôe a mostar a opiniões de intelectuais e filósofos que não aceitam uma interpretação literal da Bíblia. Vejam só que ele ja comete um equívoco quando classifica meu blog como uma defesa da interpretação literal da Bíblia,quando qualquer um que conhece só um pouquinho do assunto,sabe que a Bíblia tem a interpretação literal no que tange a história,relação com a ciência, etc(o que temos tratado no blog),e uma interpretação não literal,o que é comum em qualquer texto literário,seja se referindo a coisas espirituais ou não,acho que qualquer professor de português poderá explicar isso ao Sr. Desmistificador. Ao colocar as variadas opiniões de ateus inteligentes,cientistas e filósofos, é evidente que o ilustre senhor autor do blog, só dá valor as opiniões destes,com relação as mentes do mesmo nível das que ele apresenta e que pensam diferente conforme venho mostrando em minhas postagens, imagino que na cabeça dele estas pessoas tiveram um acesso de loucura e por isso discordaram do ateísmo.
Deixe me exemplificar um pouquinho como um ateu militante fundamentalista quando questionado só consegue responder sem pensar: Um dos ítens que o mesmo critica é a questão do dilúvio no tempo de Noé,que nas postagens que pus no blog,apenas me atentei,com clareza e sobriedade,na questão geográfica e científica. Não tendo nenhum argumento lúcido para questionar o que ali foi apresentado,o Sr. Desmistificador,vem com a seguinte argumentação contrária a autenticidade do relato bíblico do dilúvio: Ele cita o fato que entre diversas tribos indígenas norte americanas,e sul americanas como no Peru por exemplo há relato de estórias semelhantes á narrada na Bíblia. Ora,meu caro Sr. Desmistificador,estes povos existiram milhares de anos depois do dilúvio bíblico,na verdade milhares de anos depois de Cristo(ou se vc preferir da Era Comum). O relato já existia muito antes de suas civilizações começarem,e a existência e referência ao fato entre eles,é uma forte indicação de que relataram em seus próprios termos uma consciência que lhes chegou de que a origem das raças veio de um grande dilúvio( postarei um artigo sobre a origem das raças).
Com relação á Epopéia de Gilgamesh e Manu e o Peixe,o primeiro segundo diversas fontes históricas data de cerca de 2.600 AC e o segundo de 1.500 AC, sendo que a maioria das diversas interpretações datam o dilúvio de Noé,anterior a estas datas,por volta de 3958 e 4500 AC. Mas suponhamos que os dois exemplos que o Sr. Desmistificador nos dá tenham ocorrido na mesma época do dilúvio bíblico. Para ilustrar a meus leitores como os ateus militantes agem em uma discussão face a face,daí a razão de preferirem discutir por escrito,veja como seria:

Ateu: _ Ora se estes relatos de Gilgamesh e de Manu são parecidos com o Dilúvio bíblico,o que garante que o mesmo não foi uma adaptação de quem escreveu Genêsis de estórias que já existiam?
Luminatus:_ Se ocorreram na mesma época é evidente que não se pode negar esta possibilidade.
Luminatus:_ Mas se ocorreram na mesma época então também elas poderiam ter sido adaptadas baseadas no relato do Dilúvio Bíblico,Certo?
Ateu:_ De forma alguma,pois a estória de Noé está relatada na Bíblia,se refere a religião .

Não tenham dúvidas meu leitores,que este diálogo fictício é o que eu tenho certeza seria travado por mim e um ateu militante fundamentalista com quem por diversas vezes tentei discutir,com a idéia de que em qualquer debate ambas as partes devem considerar a possibilidade de estarem erradas. Na discussão sobre a existência de Deus ou da Bíblia como um livro que tem várias indicações de autenticidade,querer que um ateu acima descrito parta do princípio que existe a possibilidade dele estar errado,é uma situação em que nem a Madre Tereza de Calcutá amparada por Ghandi e São Francisco de Assis,conseguiria se manter calma.Eu até mesmo diria que é mais fácil uma criança do jardim de infância conseguir tirar o Sarney do senado do que o Ateu considerar a possibilidade de sua filosofia ser uma mentira.

sábado, 8 de agosto de 2009

O DILÚVIO:GLOBAL OU LOCAL?(2)





EVIDÊNCIAS DE UM EVENTO LOCAL:
1) Frases bíblicas como “ debaixo de todo o céu” e “a face da Terra” devem ser interpretadas como verdadeiras no contexto do escritor(e da maioria dos leitores),observando-se suas aplicações em outros pontos da Escritura. Em Genêsis 8 para Noé “ o topo das montanhas se tornaram visíveis”(v.5),mas para a pomba que ele soltou naquele momento havia” água sobre toda a superfície da Terra”(v.9). Fica claro que quando Paulo fala em Rm 1:8b “... em todo mundo é proclamada a vossa fé” ele se refere ao mundo conhecido na época para ele e as pessoas com quem se relacionava,o império romano, oriente médio e parte da África.A região da Mesopotâmia(onde se passam os eventos até o capítulo 10 de Gênesis)se incluirmos a grande planície que erao local habitado e ainda a região montanhosa,temos uma área com a metade do tamanho do estado de Minas Gerais.
2) A extensão e difusão da população humana,e portanto do impacto do pecado era limitada,não global. De fato Deus repreendeu a raça humana por sua falha em se espalhar pelo Globo.
3) Deus não menciona nenhum nome geográfico além da área da Grande Mesopotâmia até o capítulo 10.
4) A grande quantidade de água suporta a idéia de um dilúvio local ao invés de global as água vieram de debaixo da Terra e da atmosfera,as quais são abundantes mas não suficientes para cobrir todo o globo.
5) As cadeias de montanhas e bases dos oceanos não poderiam erodir em 40 dias e se formar em 11 meses ,que seria necessário para se explicar um dilúvio global,sem deixar evidências facilmente visíveis hoje.
6) As criaturas marcadas para o resgate somente Noé,sua família e pássaros e mamíferos,que tiveram significante contato com a humanidade (cap.19)
7) Gênesis 7 não necessariamente sustenta que as águas ficaram acima da mais altas montanhas,ao contrário diz que uma enorme inundação caiu sobre,ou passou sobre,ou cobriu as mais altas montanhas,que aqui devemos inferir,visíveis a Noé,o qual é a referência devemos tomar.O texto em Genêsis aparenta dizer que mesmo o monte Everest foi coberto de água,contudo uma olhada apurada sobre o Hebraico revela que os tradutores devem ter se debatido nesta porção da Bíblia e podem ter sido influenciados por idéias pré-concebidas sobre o dilúvio. A palavra hebraica traduzida por “cobriu” é kasah,este cobrir pode ser definido em três formas diferentes: “residiram sobre”,”passaram sobre” e “cairam sobre”. As distinções destas definições são importantes.Kasah pode ser interpretado como que uma grande quantidade de água “ficou sobre’ ou “permaneceu sobre” os altos picos e colinas,como poderia ser interpretado como se esta quantidade de água “passou sobre”,ou “caiu sobre”como resultado da chuva torrencial. O contexto não deixa claro qual dos três significados escolher.Qualquer dos significados naquela região significaria uma total destruição,sem sobreviventes. As palavras hebraicas para “todos os altos montes” são “kol heharim hugebohim”. Aqui,como já explicamos antes sobre a economia de palavras do vocabulário hebraico,as palavras cobrem um ampla variedade de significados. Har é usado para “colina”, ‘colina do campo”,ou “montanha”.Pode´se referir a um alto pico,que alpinistas levariam semanas para escalar,como a uma colina que uma criança suba enquanto brinca. Qualquer opçao entre estas duas é possível ser interpretado. O adjetivo hebraico gaboah significa “ alto”,”elevado”,”exaltado”,ou “elevado sobre”. Se aplica a qualquer elevação sobre a planície,desde uma pequena colina até o Monte Ararat.Gn 7:19,descreve a inabilidade de Noé de enxergar qualquer coisa a não ser água,de horizonte a horizonte,do seu ponto de visão de cima da arca. Se a arca estivesse flutuando próximo ao meio da vasta planície mesopotâmica sobre uns cem metros de água ,nenhuma montanha ou colina seria visível a ele. O texto fala apenas de uma região visível a Noé não de picos além de seu horizonte. Portanto do contexto de Gênesis descrevendo o dilúvio,temos um claro exemplo de “ a face de toda a Terra” significando muito menos que a “face de todo o planeta Terra”.
8) Gênesis 8:4,relata que a arca repousou sobre as montanhas de Ararate,não exatamente no topo do Monte Ararat. A área designada por montanhas do Ararate,engloba mais de 250.000 km quadrados(área de todo o estado de São Paulo).
9) Oliveiras não crescem em grandes altitudes,nem poderiam sobreviver a um dilúvio global.
10) A água de um dilúvio global não poderia retroceder em menos de um ano.
11) Um forte vento(Gn 8:1),seria útil para dissipar um dilúvio regional,mas não global.
12) A Terra não poderia suportar de uma só vez o meio bilhão ou mais de espécies de vida que o registro fóssil documenta,as quais seriam necessárias para a teoria de um dilúvio global.
13) Um dilúvio global recente(milhares de anos) não poderiam contar com os enorme depósitos na Terra de Querogênio,solo superficial,calcário,mármore,e combustíveis fósseis.
14) Produtos de petróleo estavam disponíveis antes do dilúvio,e Noé os usou para calafetar a arca.(Gn 6:14)
15) Nenhuma evidência científica foi encontrada para um dilúvio global recente.
16) Sl 104:9 mostra que quando Deus fez aparecer a porção seca no terceiro dia da criação(Gn 1:9) a Bíblia deixa claro que “nunca mais as águas iriam cobrir a Terra”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS....





Gostaria de analisar agora uma questão que é levantada pelos ateus em geral e principalmente como uma das preferidas do “pop star” do ateísmo atual Richard Dawkins. Me refiro a alegação constante de que a religião(lembre-se de que eles não separam uma crença genuína em Deus do fundamentalismo religioso) é uma praga perniciosa e isso pode ser comprovado pelos inúmeros massacres perpetrado ao longo da história seja pelas guerras em nome da religião seja pela perseguição aos dissidentes e/ou herejes. Ainda que nosso “ biólogo especialista em história” se refira a todas as religiões vê-se uma preferência em levantar a questão principalmente em relação ao cristianismo,seu alvo preferido.

Para analisar a opinião de Dawkins, em especial sobre o cristianismo,creio ser o mais adequado abordar as atrocidades cometidas em nome da “religião” em épocas antigas,e imagino que é a este tempo que ele se refere,pois com exceção de alguns enfretamentos entre protestantes e católicos na Irlanda resultando em muitos mortos, sentenças de morte proferidas por radicais islâmicos e homens- bomba em nome da fé,não me lembro de em tempos recentes ter notícias de cristãos matando multidões em nome de Jesus.

Como não tenho a mão nenhum trabalho científico-estatístico para me basear,irei analisar alguns números consagrados em relatos históricos. Um dos eventos mais criticados pelos ateus é o número de mortes ocorridos durante as Cruzadas,as quais não resta dúvida foram por motivos religiosos. Durante as oito Cruzadas entre 1095 e 1291,estima-se que morreram um milhão de pessoas em cada um dos lados,ou seja 2 milhões,um número impressionante considerando que por volta do ano 1500,trezentos anos depois,a população mundial não ultrapassasse 500 milhões. Chegando ao período da inquisição,época na qual o catolicismo queimou os “herejes”,estima-se cerca de 1 milhão de mortos,mas existem opiniões que se considerarmos do ano 500 a 1500,o número eliminado pelo papado chegaria a 50 milhões(todos os números aqui relatados podem ser confirmados em variados estudos sobre o tema). Só na noite de 24 de agosto de 1572(massacre de São Bartolomeu) 70 mil protestantes franceses foram assassinados com aval do Papa Gregório XIII.A catequisação Jesuítica,criada para colocar a religião cristã ao redor do mundo durante o período das Grandes Navegações,ceifou de 800 mil a 3 milhões de vidas,há divergências sobre o número exato,a maior parte dos indígenas mortos situa-se neste período.Para nossa avaliação aqui consideraremos sempre os números maiores.

Chegando ao século XX digno de nota é o massacre de cristãos armênios ocorrido entre 1915 e 1917,pelo governo islâmico dos Jovens Turcos,que vitimou 1.500.000 pessoas. Nos dias atuais vemos que tais tipos de crimes em massa por motivos religiosos em geral ocorrem contra cristãos em em áreas onde predominam o fundamentalismo islâmico e hinduísta. O vaticano apresenta uma estatística que de 1998 a 2000,20.000 religiosos foram mortos em defesa da fé cristã nestas áreas,relatando ainda a morte de milhares de leigos cristãos,como não apresentam este número,considerando milhares vamos superestimar em 100.000. Acredito eu que considerando a relativa diminuição deste tipo de mortes por perseguição religiosa atualmente,podemos ter uma estimativa razoável do número de pessoas que tiveram a vida ceifada devido a livre manifestação de sua fé. Se tomarmos sempre o maior número estimado,teríamos 55.120.000,00(cincoenta e cinco milhões cento e vinte mil) mortes por razões religiosas. Um número impressionante. Mas vamos exageradamente dobrá-lo, pois não levamos em conta massacres ocorridos entre seitas não cristãs,por divergências fundamentalistas entre elas,por exemplo em 35 anos de conflitos entre hindus e muçulmanos no Sri Lanka morreram 70 mil,portanto se dobramos o total alcançado para os cristãos, chegando ao número de 110.240.000,00( Cento e dez milhões duzentos e quarenta mil pessoas.) creio eu estaremos com uma boa estimativa para os massacres realizados em nome da religião.

Mas há uma pergunta que não quer calar; O fundamentalismo do ateísmo militante não ocasionou nenhuma morte? É o que veremos agora,já que Richard Dawkins ao criticar a religião em seu livro “ Deus, um delírio”,demonstra uma clara aversão ao contraditório,ou seja se entre os seus “irmãos de fé ateísta”,não houve nenhum abuso em virtude da sua defesa firme da inexistência de Deus e da perniciosidade das religiões. Preste atenção.
Antes de falarmos de números,e antes que os ateus aleguem que a política de nações materialistas não se confunde com o ateísmo-militante,vamos mostrar como uma coisa anda de mãos dadas com a outra:

É preciso combater a religião, eis o ABC do comunismo. (Vladimir Lenin, marxista revolucionário russo)

Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista. (Vladimir Lenin, carta a Gorki)

Nosso programa inclui necessariamente a propaganda do ateísmo” (Vladimir Lenin)

O homem faz a religião, a religião não faz o homem… A religião é o suspiro da criatura atormentada, o sentimento de um mundo sem coração, como o é o espírito de estados fora do tempo. Ela é o ópio do povo.” (Karl Marx, em “Manifesto Comunista”)

Nós odiamos o cristianismo e os cristãos. (Anatoly Lunatcharsky, marxista revolucionário russo)

Um marxista deve ser um materialista, ou seja, um inimigo da religião, mas numa dialética materialista, ou seja, uma que trata da luta contra a religião não de uma forma abstrata, […] mas de uma forma concreta, com base na luta de classes que se está a se passar na prática e na educação das massas de uma forma melhor e maior do que qualquer outra coisa poderia fazer. (Vladimir Lenin)

O homem que se ocupa em louvar a Deus se suja na sua própria saliva. (Vladimir Lenin)

Por princípio, nunca rejeitamos o terror (Lenin).

O povo, e só o povo, constitui a força motriz na história universal
Nós somos marxistas...Um materialista consequente nunca tem medo.A teoria de Marx,Engels,Lênin e Stalin,é uma teoria de valor universal....Estudar o marxismo-leninismo não é uma questão de apenas compreender suas leis,mas estudar sua posição e o método que eles utilizaram na solução dos problemas
.(Mao Tse Tung)

A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística (Stalin)

Aqui na Praça Vermelha em Moscou o comunismo irá enterrar o cristianismo(Stalin).

Apresentei estas frases,que revelam o pensamento do materialismo comunista,para que se veja que seria uma insanidade tentar separar o pensamento contrário á crença em Deus,revelado no marxismo,do pensamento do ateísmo militante. Andam de mãos dadas. Para não delongar mais vamos aos números:Estima-se que a revolução cultural chinesa sobre a batuta de Mao Tse Tung matou 70 milhões de chineses, o camarada Stalin é reponsabilizado por no mínimo 20 milhões de mortes não na guerra mas de seus concidadãos que ousavam discordar de sua política,no entanto segundo Churchill o número chega a 60 milhões. Pol Pot do Kmer Vermelho,eliminou 3 milhões de conterrâneos também por perseguição ideológica. Ainda poderiamos contabilizar vários outros governos marxista-leninista que deixaram um rastro de sangue, entre estes o regime assassino de Fidel Castro,ditador ateu que mandava(antes da aposentadoria) para o paredão sem pestanejar aqueles que manifestavam sua opinião contra sua ditadura comunista.Fato este que não impede a admiração do famoso arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer,ateu declarado,ao General Castro. Na Coréia do Norte,25% dos cristãos estão presos acusados de subversivos( leia-se por discordar do Partido Comunista). Não é de se admirar que até mesmo Charles Darwin tenha se recusado a prefaciar o "Capital" de Karl Max.Vou deixar Hittler de fora devido ás divergências sobre sua relação com o ateísmo.

Não vou fazer uma soma e ver quem matou mais,até porque o levantamento que fiz aqui embora baseado em referências históricas não tem valor científico,tanto se pode diminuir como aumentar para os dois lados,nunca saberemos o número real. Tirem suas conclusões.Mas observe que os números se aproximam,ou seja o fundamentalismo é uma praga em qualquer ideologia. O importante é salientar que se o ateísmo como uma filosofia tem a liberdade de expressar seu pensamento e não ser responsabilizado pelas ações de radicais,tampouco os cristãos devem sê-lo. Não se pode usar um peso e duas medidas. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

sábado, 1 de agosto de 2009

É VERDADE QUE A GRANDE MAIORIA DOS CIENTISTAS NÃO CRÊ EM DEUS?




Vamos responder a esta pergunta com uma pesquisa realizada em 1997 com cientistas nos EUA e publicada na “ Nature”,uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo.Segundo se apurou 40% dos cientistas naquele país crêem em um Deus que responde ás suas orações(portanto não são deístas,aceitam um Deus pessoal),45% não crêem,e 15% não tem certeza.( E. J. Larson e L. William, "Scientists Are Still Keeping the Faith( Os cientistas ainda mantêm a fé?)," Nature 386 (1997): 435--436. ). Vamos analisar mais a fundo a pesquisa.
Os resultados deste trabalho mostram que uma melhor e mais difundida educação,não destrói a necessidade de crer,concluiram Edward Larson,historiador da Universidade da Geórgia e Larry Witham do Seattle's Discovery Institute.Em 1916 o pesquisador James Leuba chocou a nação americana com uma pesquisa a qual revelou que apenas 40% dos cientistas acreditavam em um Ser Supremo.Ele então previu que tal descrença iria aumentar com o desenvolvimento da educação.Para testar esta previsão os pesquisadores atuais reproduziram o mais próximo possível o trabalho de Leuba para os dias atuais. Larson e Witham,assim relataram o resultado para a "Nature":O resultado: Cerca de 40% dos cientistas ainda crêem em um Deus Pessoal e na vida após a morte. Em ambas as pesquisas( atual e antiga),45% não acreditam e 15% têm dúvidas(agnósticos). Eles pesquisaram 1.000 cientistas escolhidos ao acaso listados no ``American Men and Women of Science"( Homens e mulheres americanos da ciência),o equivalente atual á lista de 1910 usada por Leuba. Foi lhes perguntado(lembrando que o modelo foi o mesmo em ambas as pesquisas) se eles acreditavam em um Deus que responderia ás suas orações,se eles acreditavam na imortalidade humana e se eles ansiavam por algum tipo de vida após a morte. Hoje,concluem eles,muitos cientistas ainda não vêem uso para Deus ou a vida após a morte. Contudo até onde a pesquisa consegue apurar o teísmo ocidental não perdeu seu lugar entre os cientistas americanos a despeito de sua preocupação com a realidade material. " Os americanos sem dúvida gostarão de saber que cerca de 40% dos cientistas concordam com eles sobre Deus e vida após a morte".
A premiada jornalista do "New York Times" assim comenta a pesquisa: " Larson não tentou determinar se os cientistas que ele inquiriu eram Cristãos,Judeus,Muçulmanos,ou de qualquer outro credo,nem se eles frequentavam reuniões religiosas ou algum tipo de ritual de alguma fé;ele queria simplesmente determinar o que ocorreu após 80 anos da pesquisa realizada pelo renomado psicólogo ateu James Leuba,o qual perguntou a 1.000 cientistas selecionados ao acaso se eles acreditavam em Deus. Como um devoto ateu Leuba previu que a descrença em Deus iria aumentar com o crecimento da educação.Larson decidiu utilizar exatamente o mesmo método de Leuba para ver se sua previsão se cumpriu.Ele seguiu o mesmo formato da carta de Leuba,com a mesma introdução,as mesmas perguntas,com a mesma linguagem rebuscada de 80 anos atrás. Até mesmo incluiu o mesmo tipo de envelope de resposta." Em sua conclusão Larson sugere que sua pesquisa atual pode ser usada para acalmar o temor público de que a maioria dos cientistas não acreditem em Deus.
Como estamos nos referindo ao país que lidera o mundo,e possui várias das principais universidades do planeta ,com certeza é uma confiável amostragem da opinião mundial. A pesquisa não avaliou o percentual de cientistas deístas,os quais mesmo não crendo em um Deus pessoal,que se relaciona com o homem, admitem a existência de um Criador do universo,o que com certeza diminuiria o percentual dos que não crêem.

O DILÚVIO: GLOBAL OU LOCAL?(1)



















Alguns interprétes da Bíblia veêm o Dilúvio de Nóe ( Gn 6-9),como um evento de extinção em massa de proporções globais. Esta interpretação não necessariamente se levanta do texto bíblico mas muito mais segundo uma moderna perspectiva global do mundo. A passagem descreve um intenso aguaceiro por 40 dias,seguido de um crescimento do nível das águas. A inundação resultante aniquilou a população inteira daquele tempo e todas as aves e mamíferos relacionados a ela- exceto as pessoas( Noé e seus parentes) e animais a bordo da arca.
Tanto o relato de Gênesis como várias outras referências bíblicas dão pistas significativas da extensão geográfica do dilúvio. Em sua elaboração lírica dos dias da criação o Salmo 104:6-9,oferece uma importante diretriz interpretativa: “ Tomaste o abismo por vestuário e a cobriste( a Terra,versículo 5),as águas ficaram acima das montanhas;á tua repreensão,fugiram á voz do teu trovão,bateram em retirada. Elevaram se os montes,desceram os vales,até o lugar que lhes havia preparado. Puseste ás águas divisas que não ultrapassarão,para que não tornem a cobrir a Terra.” O salmista diz que a água nunca mais cobrirá o globo- uma vez que os continentes se formaram e o oceano recuou( segundo dia da criação). De maneira semelhante Jó e Salomão comentam que no preparo da Terra para a humanidade,Deus estabeleceu “uma fronteira”,” limites fixos” ou “ portas e trancas” para que os oceanos “ não traspassem seus limites” ( Jó 38: 8-11;Pv 8:24-29).
Em referência ao dilúvio Pedro descreveu como “ o mundo daquele tempo foi afogado e destruído”.( 2Pe 3:6). A frase grega usada é “ tote kosmos” a qual literalmente significa: “ o mundo no tempo em que as coisas consideradas estavam acontecendo”( Thayer’s Greek-English Lexicon of the New Testament,1977,629).

Em um contexto antigo,o “mundo” era considerado mais em termos de pessoas do que do planeta. As palavras de Pedro deixam claro que o mundo de Noé não era o mesmo que o mundo de um tempo posterior.
A limitação regional do dilúvio pode ser do próprio texto de Gênesis . o comentário de Noé em 7:19 de que “ ...e cobriram todos os altos montes que havia debaixo do céu” provavelmente implica que de um horizonte a outro Noé só podia ver água. Mais tarde com o recuo dás águas em curso, Gn 8:5,reporta que de seu ponto privilegiado em cima da arca Noé podia ver o topo distante das colinas e montanhas. A pomba que ele liberou podia achar somente” água cobrindo a superfície da terra”(8;9),talvez a pomba voou muito baixo sobre a água para ver a terra longínqua que Noé podia facilmente distinguir de seu elevado ponto de visão.

O mais compungente argumento bíblico para uma catátrofe regional ao invés de global,vem da reflexão sobre o propósito de Deus em enviar o dilúvio. Uma epidemia de mal ameaçava a humanidade. Como uma doença,talvez o contato humano bem próximo elevou o contágio pelo pecado. A ênfase frequente de Deus sobre a necessidade de multiplicação sugere que antes do dilúvio,a humanidade se amontoou em uma área geográfica- uma violação direta da ordem anterior de Deus para multiplicar e encher a Terra(Gn 1:28;9:1,7). O seu julgamento contra a maldade do homem- como a remoção cirúrgica de um câncer mortal-não necessitava se extender além da fronteira geográfica deles.
Mesmo após o dilúvio,as pessoas resistiram á ordem de Deus para se moverem. Gênesis 11 explica como Deus forçosamente interveio para dispersar a humanidade por todas as porções habitáveis da Terra(8-9). A Bíblia indica que a humanidade inicialmente ocupou uma pequena região do planeta. Um aguaceiro por 40 dias naquela área seria suficiente para resgatar a humanidade de uma completa auto-destruição devido á escalada do mal.Esta visão é consistente com os nomes geográficos de lugares registrados nos primeiros nove capítulos de Gênesis. Todos eles se referem a localidades dentro ou muito perto da Mesopotâmia. (Voltarei a este assunto)


Baseado em artigo de Hugh Ross em “ Creation as Science”,Ap E

O PRINCÌPIO ANTRÒPICO





O princípio antrópico significa que, ao olharmos para o universo que nos cerca, parece que o mesmo foi planejado, preparado e arquitetado para sustentar e nutrir a vida humana.A evidência aponta de maneira tão esmagadora para este evidente planejamento do universo, que é virtualmente inegável pelos peritos sejam cientistas e intelectuais que crêm no Deus bíblico,ou deístas bem como entre os ateus,os quais ainda que não concordem com a proposta da existência de um Criador ,reconhecem um equilíbrio no universo,o qual evidentemente atribuem ao acaso. E isso tem levado os céticos a correr em busca de algum tipo de explicação natural para este fenômeno aparentemente sobrenatural. Ou seja, a ciência procura provas na natureza para tentar se esquivar de um fenômeno inexplicável, com fortes indícios de uma criação inteligente. Portanto o princípio antrópico no universo se refere á fina sintonia que este demonstra em todas as leis que o regem e as demais características que observamos e revelam claramente uma ordem dominante em todo o cosmos. A Terra por exemplo com seu movimento de rotação a cada 24 horas não apenas divide o dia da noite,mas mantém o planeta adequadamente aquecido. O planeta Vênus por exemplo que tem mais ou menos o mesmo tamanho da Terra faz seu movimento de rotação uma única vez a cada 243 dias. Se este fosse o caso da Terra metade desta seria queimada e a outra congelada. A inclinação adequada do eixo de rotação de nosso Planeta fornece as estações; assim o hemisfério norte inclina-se em direção ao Sol no verão e se afasta no inverno. Sem esta inclinação as temperaturas em quaisquer regiões seriam as mesmas seja em julho como em janeiro. A Terra seria muito menos habitável e a agricultura pouco produtiva. A atmosfera filtra os raios ultravioleta que seriam fatais á vida,além de queimar os meteoros que se aproximam de nós todos os dias,com uma atmosfera mais fina todos eles colidiriam com o planeta com resultados catastróficos.Os oceanos absorvem o calor do Sol durante o dia e o liberam a noite,estabilizando as temperaturas.Qualquer um que conheça o efeito estufa sabe que a atmosfera terrestre é um grande regulador de temperatura.
Em seu livro “Nature’s Destiny”(o destino da natureza) Michael Denton, relaciona muitas outras condições necessárias para a vida humana,a partir da biologia,geologia e química.Muitos parâmetros individuais exibem um extraordinário alto grau de fina sintonia. A taxa de expansão do universo,por exemplo,em uma parte em 10 elevado á 60ª potência.Uma ligeira elevação nesta taxa de expansão resultaria em um universo demasiado difuso de matéria para permitir a formação estelar.Por outro lado também uma ligeira diminuição desta taxa,pelo mesmo fator,produziria imediatamente um colapso gravitacional. A própria força da gravidade requer uma fina sintonia de uma parte em 10 elevado á 40ª potência. O físico de Oxford Roger Penrose,percebeu que um único parâmetro o assim chamado “ volume espaço-fase original”,requer uma sintonia tão precisa que “ o objetivo do Criador deve ter sido de uma precisão como 10 elevado á a 10ª potência elevado á 123ª ( 10 bilhões multiplicado por si mesmo 123 vezes). A quantidade de zeros para se escrever tal número seria maior que o número de partículas elementares em todo o universo.Desta forma cientistas que optaram pela exist~encia de um Deus criador basearam-se na evidência da fina sintonia antrópica para inferirem uma causa inteligente para a origem do universo e da vida. São cientistas que analisaram aspectos científicos e foram por estes convencidos da impossibilidade do modelo ateísta,e não por razões místicas ou religiosas.A insistência dos ateus em rejeitar a opinião destes especialistas alegando que são religiosas,apenas revela um desejo reprovável de ser o único porta voz da ciência.


È impressionante como vemos este princípio fazendo com que tudo favoreça a vida na Terra ,diferentemente do que ocorre nos demais planetas do sistema solar e de outros mais distantes já descobertos. O oxigênio por exemplo compõe cerca de 21 % de nosso ar. Se faltasse o suficiente nós não conseguiríamos respirar,e não haveria a camada protetora de ozônio. Ao contrário se o oxigênio fosse mais abundante na atmosfera,tal excesso queimaria muitos dos outros elementos afetando grandemente a vida;incêndios seriam uma constante e os metais rapidamente enferrujariam. Mais extraordinário ainda é o fato de a presença de dióxido de carbono na atmosfera ser de apenas 0.03 %,mas esta pequena quantidade é vital para o crescimento das plantas e estabilidade climática. Esta concentração alterada para cima ou para baixo seria um verdadeiro desastre. Como uma proporção tão pequena e tão adequada foi estabelecida? Seria resultado do acaso que em geral promove desordem ou de um projeto de um agente inteligente? Vejamos outros dados que tornam a segunda opção muito mais lógica.

Por que os oceanos não cobrem toda a superfície da Terra se a proporção de água é muito maior que a porção seca do planeta? Simplesmente devido á nossa topografia acidentada que permite o exato balanço entre os oceanos e os continentes.Sem a elevação continental e a baixa base dos oceanos,quer dizer se toda a Terra tivesse uma elevação uniforme,a água cobriria a Terra em um nível acima de 1,5 km. E o que dizer da gravidade.Sem ela não haveria marés e as chuvas não cairiam. Os gases atmosféricos se perderiam,nós e tudo o mais seríamos lançados para fora do planeta e este não iria rotacionar ao redor do Sol. De onde veio a gravidade? O que dizer da velocidade de translação da Terra,a qual se fosse mais rápida nos lançaria para longe do Sol e mais lenta nos atrairia para um choque com nossa estrela. Outros aspectos envolvendo a origem do sistema solar e da Terra colocam o pensamento ateu em sérias dificuldades. Como explicar por exemplo que a Terra gira sobre o eixo na mesma direção de sua órbita enquanto Vênus gira ao contrário? E o fato de que 98 % do Sol é formado por hidrogênio e hélio os dois elementos mais leves,mas a Terra é abundante em elementos pesados Sobre este fato assim se pronunciou o astrônomo Fred Hoyle: “ Vemos que material lançado do Sol não seria de forma alguma adequado pra a formação dos planetas conforme os conhecemos.Sua composição estaria desesperadamente errada.”Elenquei aqui apenas alguns ítens desta fina sintonia entre o universo e a possibilidade de vida na Terra,em seu livro o "Criador e o Cosmos", Hugh Ross relaciona 66 parâmetros cuja mínima alteração impossibilitaria a vida em nosso planeta.

São várias as condições que permitem a vida na Terra,e diante destas não se pode ignorar a forte presença de um projeto inteligente.A importante revista americana “ Newsweek” em um artigo intitulado “ Sciende finds God”( a ciência encontra Deus), na edição de 20 de julho de 1998 assim expressou a alta sintonia encontrada no universo : “ Os físicos se assombram com os sinais que apontam ter sido o cosmos construído para a vida e consciência.Observa-se que se as constantes da natureza,números imutáveis como a força da gravidade,a carga do elétron e a massa do próton,fossem um mínimo diferentes,então os átomos não permaneceriam ajuntados,as estrelas não queimariam e assim a vida nunca teria aparecido.”